<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978</id><updated>2011-12-15T00:56:35.743-02:00</updated><category term='by Asgadh'/><title type='text'>Brahmanismo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-956938172956352007</id><published>2010-12-03T19:20:00.000-02:00</published><updated>2010-12-03T19:20:01.415-02:00</updated><title type='text'>A LENDA DO DEUS BRAMA in Heaven</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/TPleiU9BlFI/AAAAAAAABEY/fXd9qqvFt30/s1600/india+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/TPleiU9BlFI/AAAAAAAABEY/fXd9qqvFt30/s1600/india+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Conta a lenda que Deus Brama, após criar o nosso Universo, e preparando&lt;br /&gt;no mesmo toda a forma de vida que viria a surgir em seu devido tempo,&lt;br /&gt;deparou-se com um grande problema: onde esconder o&lt;br /&gt;segredo da chama da criação divina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntando aos demais Deuses que o ajudaram nesta tarefa, &lt;br /&gt;recebeu de imediato uma resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Esconda-a no mais alto dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brama, pensou e de imediato respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Não, pois haverá de surgir um ser de grande inteligência, que se &lt;br /&gt;chamarão a eles mesmos de "seres humanos", e estes seres &lt;br /&gt;irão construir pássaros  maiores e melhores que os que&lt;br /&gt;criei, e então irão descobrir o segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo então pensou e falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Esconda então no mais profundo dos oceanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brama, novamente pensou e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Não, pois este mesmo ser um dia construirá peixes melhores &lt;br /&gt;que os nossos, que em pouco tempo encontrarão o segredo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/TPlem8m4nFI/AAAAAAAABEc/va54pTmBXrU/s1600/sem_t_tulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/TPlem8m4nFI/AAAAAAAABEc/va54pTmBXrU/s320/sem_t_tulo.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O grupo, novamente, fez mais uma tentativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Esconda, nas profundezas da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brama, responde de imediato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Também não adiantará, pois eles conseguirão chegar lá em&lt;br /&gt;pouco tempo e terão este segredo em suas mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brama, encontrando a resposta, diz então ao grupo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- O segredo da chama divina da criação deverá ficar escondido dentro &lt;br /&gt;do coração de cada um destes seres que estão por vir. &lt;br /&gt;O grupo, nada entendendo, pergunta o porque da &lt;br /&gt;escolha deste lugar, tão fácil de ser achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Brama responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Estes seres que estão por vir jamais procurarão&lt;br /&gt;nada no fundo de seus próprios corações... :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O poema acima data de 15.000 anos a.C.&lt;br /&gt;Não se sabe quem o escreveu, foi encontrado em &lt;br /&gt;escrituras vedas do bramamismo que hoje &lt;br /&gt;chamamos de hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, Paz e Luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arte by Sueli Fernandes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-956938172956352007?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/956938172956352007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=956938172956352007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/956938172956352007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/956938172956352007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2010/12/lenda-do-deus-brama-in-heaven.html' title='A LENDA DO DEUS BRAMA in Heaven'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/TPleiU9BlFI/AAAAAAAABEY/fXd9qqvFt30/s72-c/india+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-1586673042167986543</id><published>2009-12-25T13:13:00.018-02:00</published><updated>2009-12-25T16:19:22.569-02:00</updated><title type='text'>Deuses Indianos e outras divindades</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTX2vqO6aI/AAAAAAAAAnk/Jz8b3YJpOvA/s1600-h/shri-ganesha-sri-ganapati-om-gam-ganapataye-namaha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTX2vqO6aI/AAAAAAAAAnk/Jz8b3YJpOvA/s400/shri-ganesha-sri-ganapati-om-gam-ganapataye-namaha.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419193587140061602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                             Ganesha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganeshasignifica “Senhor de Todos os Seres”. É filho do Senhor Shiva, a “Realidade Suprema”, e de Parvati, a “Mãe do Cosmos”. Seus sinais sobre a testa representam as três dimensões: a região inferior, a Terra e o Paraíso. Suas orelhas simbolizam a grande sapiência da educação espiritual. Seus olhos enxergam além da dualidade, o espírito de Deus em cada um. Sua tromba indica capacidade intelectiva. Suas presas representam os mundos material e espiritual, negativo e positivo, Yin e Yang, forte e fraco. Sua enorme barriga indica capacidade de “ingerir” qualquer experiência, representando também a abundância. Seus braços representam os quatro atributos do corpo: mente, corpo, intelecto e consciência. Em sua mão direita (acima) carrega uma machadinha, que decepa os apegos do mundo material; na outra (abaixo), o sinal do OM, que abençoa com prosperidade e destemor; na mão esquerda (acima), o laço significa a fertilidade, a própria natureza; na outra (abaixo), gadu, um doce feito de grão-de-bico com açúcar granulado ou doce-de-leite com arroz, que representa a satisfação e a plenitude do conhecimento. O rato significa que devemos ser astutos e diligentes em nossas ações. A serpente é o símbolo da energia física, guardiã dos segredos da Terra. Assim, Ganesha é o Mestre do Conhecimento, da Inteligência e da Sapiência. É aquele que proporciona a potência espiritual e a inteligência suprema. É o grande Removedor dos obstáculos, Guardião da Riqueza, da Beleza, da Saúde, do Sucesso, da Prosperidade, da Graça, da Compaixão, da Força e do Equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTZCigBCbI/AAAAAAAAAns/LBRi6dJ-xQ4/s1600-h/shiva.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 347px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTZCigBCbI/AAAAAAAAAns/LBRi6dJ-xQ4/s400/shiva.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419194889277606322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Shiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido como MAHADEVA, o supremo dos deuses, um dos três principais deuses do panteão hindu, SHIVA, é o deus da renovação. Às vezes ele é visto como NATARAJA – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação. Sua mão estendida representa sua força superior, e o pé levantado simboliza a liberação. Ele dança sobre um demônio que representa a escuridão e o mal, estando assim, acima da ignorância e de todo mal, e em seu braço direito há uma serpente demonstrando que SHIVA domina todas as riquezas naturais. As lendas dizem que o rio Ganges nasce de sua cabeça. SHIVA é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos muito facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SHIVA é o senhor de DURGA (PARVATI) – a deusa da natureza material – e é transcendental a qualquer desejo ou ilusão material . Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte e prosperidade.&lt;br /&gt;De acordo com as escrituras Védicas, SHIVA é o símbolo máximo da potência masculina. Em seu planeta, na montanha KAILASA, existem apenas entes femininos, e quem quer que pise na terra dele, imediatamente se transforma em mulher.&lt;br /&gt;SHIVA possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. Dizem os orientais que SHIVA protege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terceiro Olho, fonte da percepção&lt;br /&gt;“O terceiro olho é o olho da superconsciência, a qual é percebida além do plano comum de percepção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um símbolo indiano que freqüentemente embaraça muito o Ocidente é o terceiro olho. Um número de deidades Hindus, em particular Shiva, o transformador cósmico através da dança da destruição, e sua esposa Durga (ou Parvati, ou ainda Uma) são portadores desta iconografia, possuindo um terceiro olho no centro de suas testas. De fato, merecidamente este é um símbolo que representa a capacidade humana da consciência, para ver além do óbvio perceptível, além do exteriormente visível e tangível; para alcançar o interior da origem da vida a qual é a fonte de energia divina e poder. Este símbolo também diz que todos os seres humanos que usam seu poder de descriminação podem, no silencia do seu ser interior, ver o santuário da verdade e da pureza. Apesar deste significado profundamente metafísico o símbolo do terceiro olho de forma equivocada é muitas vezes visto como sendo o poder da destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTaDmX9UFI/AAAAAAAAAn0/0l53fO73BEg/s1600-h/PARVATI.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTaDmX9UFI/AAAAAAAAAn0/0l53fO73BEg/s400/PARVATI.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419196007009046610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parvati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre todas as Devis (semideusas), associadas com Shiva, Parvati guarda a mais alta eminência. De acordo com os aspectos da cosmologia védica, Parvati é uma reencarnação de Sati Devi. Sati foi a filha do sábio Daksha, que não aprovou a escolha de Shiva como marido dela. Daksha organizou em grande sacrifício de fogo para todos os deuses, exceto para Shiva. Deste modo, Sati foi então humilhada pelo tratamento do pai a Shiva, imolando-se a si mesma, dando início a sinistra prática da esposa ir para a fogueira junto com o marido. Enfurecido, Shiva, transformado num demônio gigante, e destruidor do sacrifício, cortou fora a cabeça de Daksha, que caiu dentro do sacrifício de fogo. Arrependido de sua ação, Shiva colocou na cabeça de Daksha a cabeça da cabra do sacrifício.&lt;br /&gt;Sati reencarnou como Parvati, a filha do Himalaia, a montanha deusa. Apaixonando-se por Shiva, ela praticou severas austeridades por muitos anos, e finalmente ganhou a atenção de Shiva e casou-se. Shiva e Parvati possuem dois filhos, Ganesha e Skanda.&lt;br /&gt;Junto com Parvati, ou com uma ou outra encarnação como Kali ou Shakti, Shiva simboliza a perfeita união e a reconciliação dos pares de opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTeGFHHIyI/AAAAAAAAAn8/WPMqFGL_pJU/s1600-h/03-brahma-prays.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 293px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTeGFHHIyI/AAAAAAAAAn8/WPMqFGL_pJU/s400/03-brahma-prays.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419200447666135842" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/a&gt;                                                                 &lt;br /&gt;Brahma&lt;br /&gt;Apesar de Brahma ser um poderoso deus Hindu, o criador do mundo material, ele é subestimado pelos cultos populares de Shiva, Vishnu e Devi. Os templos dedicados ao Senhor Brahma são raros, e Ele é muito pouco adorado nos dias de hoje. Parcialmente, isso se deve a natureza abstrata de suas características, como a personificação da essência todo-penetrante do universo, Brahman.&lt;br /&gt;Como dissemos, ele é o deus criador. Dele saíram os Vedas bem como os primeiros seres humanos e os protetores como Prajapati. Usualmente ele é mostrado como quatro cabeças, as quais cada uma ditou um dos Vedas, que ele carrega em suas mãos. Muitas vezes o Senhor Brahma é retratado como sendo um homem velho, com barbas brancas.&lt;br /&gt;A divina consorte de Brahma é Saraswati, que algumas vezes é descrita como sendo a sua filha, e ela está sentada por sobre um cisne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTgPE5Z9FI/AAAAAAAAAoE/zT31x9FzXng/s1600-h/1246823073404_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTgPE5Z9FI/AAAAAAAAAoE/zT31x9FzXng/s400/1246823073404_f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419202801250726994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          Saraswati&lt;br /&gt;Saraswati é uma antiga deidade retratada nos Vedas. Ela está identificada como o rio que leva o seu nome. Os estudiosos identificam o seu nome como sendo a responsável pela tradição oral dos ensinamentos, e nos Vedas ela é retratada como a mais importante deidade desta natureza.&lt;br /&gt;Durante o período Purânico, Saraswati aparece como a consorte do Senhor Brahma, sendo a deusa da música, do conhecimento e da poesia. Ela está por sobre um cisne, e toca uma Vina (um instrumento de cordas indiano). Nas suas outras mãos ela tem um Mala (rosário de contas) e os Vedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzThB8ZVeYI/AAAAAAAAAoM/1iGVWS9tqJA/s1600-h/hanuman_new-poster02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzThB8ZVeYI/AAAAAAAAAoM/1iGVWS9tqJA/s400/hanuman_new-poster02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419203675142060418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          Hanuman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanuman é o fiel amigo de Rama, no Ramayana. Ele é o general do exército dos macacos, que vieram no auxilio de Rama e Lakshmana na Guerra contra o demônio Ravana, que seqüestrou Sita, a esposa de Rama. Durante a batalha com Ravana. Lakshmana foi fulminado por armas envenenadas. Apenas um antídoto de uma planta, que podia ser encontrada no monte Mahudaya poderia salvá-lo. Hanuman viajou para buscar esta planta, mas não a conhecia, e, portanto, não sabia qual pegar. Por isso, ele trouxe toda a montanha para próximo de Lakshmana. Hanuman é um devoto perfeito. Ele é totalmente devotado ao Senhor Rama, a tal ponto do nome de Rama estar escrito no seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTncTIlzAI/AAAAAAAAAoU/vpSvo7bfExE/s1600-h/V+-+Guerreiro+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTncTIlzAI/AAAAAAAAAoU/vpSvo7bfExE/s400/V+-+Guerreiro+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419210724992207874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;      Rama&lt;br /&gt;Rama é a sétima encarnação de Vishnu nesta era de Manu. Rama é o príncipe herói do famoso épico Hindu, O Ramayana. As proezas de Rama, seu irmão Lakshmana, sua esposa Sita, e o seu fiel amigo Hanuman são muito bem conhecidos, e suas histórias populares não apenas da Índia, mas em outros locais onde o Hinduísmo se espalhou, e, mais notadamente, em Bali. O Ramayana é recontado em revistas em quadrinhos, jogos, filmes, e shows na televisão. Rama é o ideal da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTsQ8Wd-lI/AAAAAAAAAoc/WCROgCbvVx4/s1600-h/Kali_by_mymongo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTsQ8Wd-lI/AAAAAAAAAoc/WCROgCbvVx4/s400/Kali_by_mymongo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419216027455978066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;KALI é a personificação da impiedosa fúria feminina e sempre deixa um rastro de destruição por onde passa.Ela é chamada de KALI, pois tem o corpo negro, seu rosto é vermelho e carrega uma espada invencível. Seu cabelo é longo e totalmente desalinhado e pode ser vista nua, indicando sua liberdade e independência.Ela tem olhos sedentos de sangue, uma boca com dentes grandes e afiados, mostrando sua enorme língua. Ela tem um colar com 50 cabeças humanas decepadas, representando as letras do alfabeto Sânscrito, seus brincos são corpos de anjos, indicando que Ela está acima da luxúria. Ela tem cobras enroladas em seus vários braços e no pescoço que são usadas como armas para matar suas vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes KALI é vista dançando em cima de SHIVA como uma furiosa guerreira num campo de batalha matando seus adversários e tomando-lhes o sangue. Dessa forma, demonstra a todos que até mesmo SHIVA é sobrepujado por sua fúria. Seus braços estão fazendo diferentes MUDRAS - posições que dizem para não ter medo, pois ela é a mais querida e doce Mãe. Como Deusa da Morte, ela controla o poder do Tempo que tudo devora. Logo após as batalhas Ela começa sua eufórica dança da vitória. Com esta dança todos os mundos tremem sob o tremendo impacto de seus passos. Existe uma famosa história sobre um rei santo que foi seqüestrado por um bando de ladrões para ser oferecido num sacrifício de sangue num templo de KALI. No entanto, KALI surgiu furiosa de dentro de uma de suas estátuas com sua hoste de fantasmas e demônios e pôde perceber as enormes virtudes desse rei santo. KALI então matou o líder dos ladrões e seu bando, provando que aqueles que têm boas qualidades são protegidos por Ela. As escrituras Védicas contam que quando os guerreiros vão para a luta costumam invocar o nome de KALI para o sucesso contra os inimigos nas batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTxQ4_pR7I/AAAAAAAAAok/O5CToZ36TeM/s1600-h/archeon-03126.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 207px; height: 358px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTxQ4_pR7I/AAAAAAAAAok/O5CToZ36TeM/s400/archeon-03126.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419221524113082290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A deusa da fortuna, fonte de toda a fartura, beleza e saúde neste universo. Ela é a esposa de Vishnu – o sustentador do Universo, Lakshmi; é o principal símbolo da potência feminina, e pode ser reconhecida por sua eterna juventude e formosura.Ela sempre pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus ou portando nas mãos flores de lótus, e um cântaro que jorra moedas de ouro. As lendas dizem que ela surgiu de uma colossal tarefa cósmica entre os principais líderes do bem e do mal, e quando ela apareceu, todas as grandes personalidades presentes perderam a compostura, devido a sua enorme refulgência atrativa e ofereceram tudo que tinham de melhor para tentar conquista-la. No entanto, Lakshmi examinou minuciosamente cada um deles e não pode encontrar nenhum naturalmente dotado com todas as boas qualidades. Assim, como ninguém era internamente desprovido de imperfeições, ela preferiu Vishnu como seu esposo, que está além da matéria, e, portanto livre de defeitos.&lt;br /&gt;Geralmente, atribui-se também a Lakshmi o símbolo da Suástica, que representa vitória, sucesso, riqueza, beleza e fartura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTz9L93gQI/AAAAAAAAAos/Fc9cRmF2io8/s1600-h/homem+sol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTz9L93gQI/AAAAAAAAAos/Fc9cRmF2io8/s400/homem+sol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419224484143399170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conhecido também como TEJUS, SAVITA, E VIVASVAN, o Sol é tido como o olho de Deus, o rei de todos, e o calculo do tempo eterno é feito a partir de seus movimentos. Ele simboliza a vida e vivifica todos os seres com calor e luz ilimitados, controla o dia, e no oriente os YOGUES praticam o SURYA NAMASKAR – o cumprimento ao deus do sol – logo ao nascer dos primeiros raios solares. O JYOTIR VEDA – um antigo tratado sobre astronomia – informa que o deus do Sol está numa colossal carruagem puxada por sete magníficos cavalos que circundam a montanha SUMERU, onde moram os principais deuses, e que seis meses por ano ele passa no lado norte dessa montanha, seis meses do lado sul, fazendo assim as estações de inverno e verão.Uma lenda conta que no início da criação existiu um rei cujos poderes se equiparavam aos do Deus do Sol, e que esse rei, não satisfeito com as mudanças climáticas das estações, decidiu iluminar o lado da montanha onde o Deus do Sol não estava. Após essa fenomenal tarefa, o rei saiu de trás do Sol, e dos sulcos formados pelas rodas de sua carruagem formaram-se os diferentes sistemas planetários. No oriente dizem que todas as pessoas que amam a vida devem adorar o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzT1G8BCsZI/AAAAAAAAAo0/yyyRkvZH8VM/s1600-h/symbol7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzT1G8BCsZI/AAAAAAAAAo0/yyyRkvZH8VM/s400/symbol7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419225751172067730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Swástika – o símbolo do Deus Sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Swástika é desenhado de várias maneiras. A mais comum é a representação primaveril do Sol, com seus braços em torno de um ângulo reto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros Aryanos olharam para o Sol como sendo a origem da energia da vida. De fato, tudo o que vive na Terra deve-se à presença do Sol. Eles representaram o Sol numa deidade dourada, chamada de Surya, o Deus Sol, que dirige uma carruagem dourada com sete cavalos. Eles esculpiram, de modo primoroso, templos para venerá-lo. Um símbolo especial para visualizá-lo, e que representa a energia do Sol, é o Swástika. Os Hindus desenham a suástica em vermelho sobre documentos de negócios e nas roupas da noiva para uma boa sorte. Eles também a desenham nos muros e soleira da porta de suas casas para dar energia ao ambiente. Naturalmente ligada com o brilho do ouro, a suástica é como um medalhão esperando uma corrente de ouro – um talismã que protege da escuridão, desespero e perigo. Apalavra Swástika significa “tudo-bem”. Na sua forma curta “swásti”, é comumente usada em todos os sacramentos e cantos cerimoniais. A figura deste símbolo foi criada a partir dos quatro pontos cardeais, nos quais as varinhas são colocadas para dar início aos sacrifícios de fogo védicos. A suástica é um símbolo muito antigo, que foi encontrado em civilizações como a grega, egípcia e chinesa. Utilizado na adoração da serpente ele é visto no cabelo das representações. O Auspicioso sinal do swástika é, no mais das vezes, dedicado para o Sol da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzT2EzjVUUI/AAAAAAAAAo8/6bBhyzsfuNQ/s1600-h/krishna_3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzT2EzjVUUI/AAAAAAAAAo8/6bBhyzsfuNQ/s400/krishna_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419226814051864898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      Krishna&lt;br /&gt;Krishna é a forma mais popular dos adoradores de Vishnu, sendo adorado pelos chamados Vaishnavas, na linha do Bhakti-Yoga. Seu nome significa, entre tantos significados, “alguém escuro" (como a nuvem de chuva), e "o todo atrativo", sendo usualmente retratado na Sua cor azulada. Na realidade, suas origens datam dos tempos pré-védicos, sendo que na Índia Ele é, além de Deus, um herói local que age em defesa dos bons e devotos.. Krishna é Purna Avatara, ou seja, um Avatara que tem todas as qualidades possíveis de Vishnu.&lt;br /&gt;As principais coleções de histórias que envolvem Krishna estão na Sua infância, adolescência e idade adulta, retratadas no Srimad-Bhagavatam.Como vaqueiro, Sua dança com as Gopis (vaqueirinhas), e Sua consorte Radha. Na época do Mahabharata Ele aliou-se aos Pandavas. Ele deu instruções para o Seu primo Arjuna no Bhagavad Gita, uma vez que este estava relutante em realizar as suas obrigações na guerra. O amor que há entre Radha e Krishna é considerado o amor ideal entre os devotos e Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBRIGADO A KUAN YIN, DO PORTAL DO SOL DOS ILUMINADOS:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sol.com.br/iluminados.htm"&gt;http://www.sol.com.br/iluminados.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-1586673042167986543?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://budismomundial.blogspot.com/' title='Deuses Indianos e outras divindades'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/1586673042167986543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=1586673042167986543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/1586673042167986543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/1586673042167986543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2009/12/deuses-indianos-e-outras-divindades.html' title='Deuses Indianos e outras divindades'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SzTX2vqO6aI/AAAAAAAAAnk/Jz8b3YJpOvA/s72-c/shri-ganesha-sri-ganapati-om-gam-ganapataye-namaha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-2813658277007212334</id><published>2009-03-27T14:37:00.002-03:00</published><updated>2009-03-27T14:40:27.981-03:00</updated><title type='text'>Reencarnação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc0PV3XXvJI/AAAAAAAAAas/8ZJ4dDaDYmc/s1600-h/Terminator_by_nordlander.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc0PV3XXvJI/AAAAAAAAAas/8ZJ4dDaDYmc/s400/Terminator_by_nordlander.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317923603308067986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tal como um homem que lançou fora roupas usadas e veste outras novas, também assim o habitador do corpo, após ter abandonado os seus invólucros mortais antigos entra em outros que são novos. &lt;br /&gt;Bhagavad-Gitâ (II, 22)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O grande mistério da vida e os seus numerosos problemas defrontam todo o ser humano e premem cada vez mais sobre as mentes dos homens à medida que cresce a inteligência e que a complexidade da existência se torna cada vez mais evidente. Diante da necessidade instante de uma solução, e para atender ao pedido insistente de luz, muitas panaceias foram oferecidas, nenhuma das quais, infelizmente, trouxe a certeza daquelas verdades evidentes que jazem à raíz de todo o pecado, de toda a angústia e de todo o sofrimento, e tão pouco trouxe um verdadeiro esclarecimento e um verdadeiro progresso. Houve tempos em que estas questões foram deixadas ao cuidado daqueles que se arrogavam o titulo de instrutores religiosos, mas cuja inaptidão a resolver problemas relacionados muito directamente com a existência humana, no entanto, despertou a alma humana ao ponto em que esta sentiu a necessidade de "buscar e achar" por ela mesma uma solução ao enigma da vida. &lt;br /&gt;A questão da "Autoridade" tem sido, durante séculos, um peso paralizante sobre a alma em busca, mas agora muitas mentes estão acordando ao facto que qualquer conhecimento que se queira obter, este tem que ser adquirido por cada um para si mesmo. A mais, o Conhecimento verdadeiro deve abranger uma justiça infalível, apresentar o ideal da progressão humana e esclarecer a causa das dores deste mundo. Nesta busca, é evidente que cada um deve ser a sua própria autoridade para decidir o que aceita ou rejeita; ele deve, portanto, fazer uso de toda a sua inteligência a fim de examinar e testar tudo o que aponta o caminho para o conhecimento de si. É com esta postura mental, livre de preconceitos e de idéias preconcebidas, que ele avaliará cada doutrina baseando-se nos próprios méritos desta, para depois aceitá-la ou rejeitá-la. &lt;br /&gt;A palavra "Reencarnação" significa que a nossa vida presente resulta de vidas anteriores, e que a nossa vida futura estará de acordo com as que já vivemos e a maneira como estamos agora vivendo. Embora para muita gente tal idéia possa ser nova, ela é tão luminosa que, se fôr associada à doutrina-irmã, Karma, ela resolve plenamente aqueles problemas da vida que nos deixam perplexos. &lt;br /&gt;A Reencarnação, ou reincorporação, é vista como o processo pelo qual todos os graus da inteligência se expressam através de formas, ou corpos, e assim constituem o mundo visível onde vivemos. A evolução das formas é efectuada pela expansão da inteligência residente no interior, que requer um instrumento melhor para a sua compreensão crescente. &lt;br /&gt;Tudo na natureza mostra os esforços repetidos neste sentido, com intervalos periódicos de repouso, entre os quais é assimilada a experiência adquirida que serve de base para um novo esforço. Ao dia sucede a noite, seguida por um outro dia; as estações, Primavera, Verão, Outono e Inverno, são seguidas invariavelmente por outras séries na mesma ordem. E o Homem, submetido à mesma Lei universal, e portanto espiritual, vai seguindo fielmente as flutuações de nascimento, juventude, maturidade, velhice e morte, para renascer com um corpo novo, moldado talvez para um desígnio melhor do que foi possível no corpo anterior. &lt;br /&gt;A doutrina da Reencarnação supõe uma Inteligência pré-existente que permanece e se expande através de todas as mudanças de incorporação. As variações de forma são apenas um meio para alcançar a grande meta e o desígnio do Homem inteligente interior –a aquisição daquilo que os Antigos chamavam Todo-Conhecimento. &lt;br /&gt;Os homens, em geral, aceitam a Evolução como uma lei provada de crescimento, evidenciada pelas mudanças observadas nas formas fisicas e nas espécies; porém, esta vista geral considera apenas a evidência externa da operação, sem nenhuma compreensão da sua causa motora. A palavra "Evolução" significa um desenvolvimento de dentro para fora e, não fossem os nossos Cientistas tão materialmente orientados, eles poderiam ter alcançado o conhecimento da verdade há muito tempo. As doutrinas teosóficas de Karma e de Reencarnação tornam clara a operação da Evolução, levando-a ao seu nível mais alto ao mostrar que a força de impulsão por trás de toda a evolução das formas é a Inteligência, que evolui, ela também, para cada vez mais alto pelo meio de formas temporárias de expressão. &lt;br /&gt;A objecção mais frequentemente feita à Reencarnação é a seguinte: se já vivemos antes, porque é que não nos lembramos disso? Na realidade, a lembrança de uma vida passada não é necessária para provar que passamos por esta experiência. Nós esquecemo-nos da maior parte das ocorrências desta vida, poucos de nós sendo capazes de se recordar exactamente dos pormenores de apenas um dia. Uma cicatriz pode ser o único vestígio da nossa primeira infância, sem nos lembrarmos do ferimento que a causou. Assim mesmo, embora conservemos só alguns detalhes no cérebro, o efeito dos acontecimentos permanece e forma o nosso carácter. Pode dizer-se que o carácter é uma memória composta por ser a soma e a essência de tudo por que passamos. Durante o sono, que ocupa um terço da vida humana, também não nos lembramos de nada; não imaginamos porém que por causa disso deixamos de estar vivos durante esse período. Há um sentimento de identidade que transpõe esse intervalo, como também sucede numa perda de consciência (por desmaio ou anestesia); ao voltarmos ao nosso estado normal, sabemos que somos o mesmo indivíduo que existia antes. Se a identidade dependesse da rememoração, teríamos de recomeçar tudo todos os dias. &lt;br /&gt;Experiências no campo do hipnotismo mostram que os mais pequenos acontecimentos da vida ficam registados no que os psicólogos chamam o subconsciente, provando desta maneira que a recordação deles não se perde. Todos os pormenores de uma vida aparecem num instante diante dos olhos de quem está a afogar-se, como também cada circunstância do passado ressurge na mente, exactamente antes da morte. Assim, de facto, toda aquela quantidade de detalhes de uma existência fica conservada no homem interior para ser inteiramente recobrada numa incarnação futura, quando a evolução do homem o permitir. Aliás, mesmo hoje muitas pessoas lembram-se de terem vivido antes, poetas cantaram-no, crianças sabem-no bem até que a constante convivência com os que não acreditam acaba por apagar as suas recordações. No entanto, como não tomou parte na vida anterior, o nosso cérebro é geralmente incapaz de deixar filtrar a memória do passado; e é muito bom que seja assim, pois sernos-ia muito penoso se as acções e as cenas das nossas vidas anteriores não permanecessem ocultas, até ao dia em que, através da disciplina, nós sêjamos capazes de suportar o seu conhecimento. Ao vivermos de acordo com os preceitos da alma, o nosso cérebro tornar-se-à permeável às suas reminiscências, e então as nossas vidas passadas serão para nós um livro aberto. &lt;br /&gt;Uma outra objecção à Reencarnação provêm duma concepção errónea da verdadeira natureza do homem. Certas pessoas dizem não desejarem ser alguém de diferente numa outra vida, visto não poderem então reconhecer os seus amigos, uma vez que tanto eles como os amigos teriam mudado de personalidade. Ora, se a Reencarnação é uma lei, os nossos gostos e aversões não contam; de qualquer modo, numa outra vida, nós não seremos "alguém de diferente" mas o mesmo indivíduo que já viveu, apenas num fato diferente. Se fôr o corpo do nosso amigo que nós amamos, é verdade que não podemos esperar revê-lo numa vida futura; mas a não ser que sejamos grosseiramente materialistas, é pela alma do amigo que nos sentiremos atraídos. Portanto, se a alma que amamos passou a habitar um outro invólucro físico, a lei requer que, uma vez de novo reencarnados, nós reencontremos a mesma alma em sua nova morada, embora raramente a reconheçamos. Porém, o efeito sobre nós destas afinidades passadas é enorme. Ora nos salva, ora nos condena. Porque nós podemos encontrar nas nossas vidas alguém que exerça uma notável influência sobre nós, para o bem ou para o mal, por causa das afinidades geradas em vidas passadas. &lt;br /&gt;Há quem afirme que a hereditariedade invalida a reencarnação. Nós incitamos a utilizá-la como uma prova. Em primeiro lugar, temos que ver que, sendo a Inteligência que se reencarna imortal, ela pré-existia antes do nascimento de cada um dos seus corpos físicos. Nós pensamos que a imortalidade tem apenas uma ponta. Em outras palavras, que vivemos, de hoje em diante, para sempre; mas imortalidade quer dizer sem princípio como também sem fim. Portanto, os pais não dão ao filho uma alma –ele é já uma alma, eles apenas fornecem um novo corpo à alma prestes a chegar. A criança traz consigo aquelas qualidades de alma, aquela inteligência e aquelas tendências que desenvolveu ao longo das suas numerosas precedentes existências na terra. Por conseguinte, ela só pode vir para uma família com características semelhantes e que possa oferecer-lhe uma oportunidade de continuar a sua evolução, por razões vinculadas nas incarnações passadas ligadas a esta família, e por causas mútuamente geradas. &lt;br /&gt;Isto explica como pais actualmente bons podem ter um filho mau, porque pais e filho estavam indissolúvelmente ligados por acções passadas. É uma oportunidade de redenção para a criança e uma ocasião de castigo para os pais. Assim, enquanto a hereditariedade é a regra natural que governa os corpos, quando consideramos os carácteres utilizando estes corpos, constatamos grandes diferenças inerentes. Daí termos que concluir que a transmissão dos traços físicos e das particularidades mentais (quando ocorrerem) não refuta a Reencarnação, visto tais transmissões serem exactamente o modo escolhido para proporcionar à inteligência que se incarna o instrumento adequado e o meio ambiente nos quais ela possa continuar o seu trabalho. &lt;br /&gt;De novo, os que persistem na objecção à Reencarnação baseando-se na hereditariedade acentuam as semelhanças e não notam as divergências. Cada mãe sabe que as crianças duma família são tão diferentes como os dedos de uma mão –embora sejam todas dos mesmos pais, cada uma distingue se das outras pelo carácter e pela capacidade. O aparecimento de génios e de grandes inteligências em famílias desprovidas destas qualidades, assim como a extinção, numa familia, do génio dum antepassado, sómente podem ser explicados pela lei do renascimento. Napoleão nasceu numa família que nada tinha em comum com ele, quanto ao poder ou à força. Ele mesmo declarou ter sido Carlos Magno. Só presumindo que ele tinha tido uma longa série de vidas dando-lhe uma linha justa de evolução, ou causa para o desenvolvimento da sua intelligência e natureza, podemos ter a mais pequena idéia porque é que ele, ou qualquer outro génio, puderam aparecer. Mais notável ainda foi o caso de Blind Tom, um negro cuja família não podia ter tido conhecimento do piano, instrumento moderno, de modo a transmitir esse conhecimento aos átomos de seu corpo; no entanto, ele tinha um grande dom musical e conhecia a actual escala musical do piano, mostrando que existia dentro deste corpo uma Inteligência dotada de um desenvolvimento musical superior. No caso do músico Bach, temos a prova que a hereditariedade não conta para nada se o Ego interior não fôr já avançado, visto o seu génio não se ter transmitido à linhagem familial; este génio foi esvanecendo-se e finalmente abandonou-a completamente. &lt;br /&gt;Do mesmo modo, houve raças que alcançaram um alto grau de poder e de glória, e depois decaíram. A grandeza de qualquer raça é devida à inteligência das almas nela incarnadas; e quando estas almas adquirirem toda a experiência possível naquela raça particular, elas abandonam-na para incarnar numa outra. A economia da natureza não permite que a raça física, exterior, desapareça repentinamente; assim, na ordem da evolução, outros Egos menos avançados tomam posse e usam esses corpos disponíveis. Estes Egos inferiores não são capazes de se manter ao nível dos seus predecessores e, embora cada nova geração adquira o máximo possível de experiência, dá-se um declínio gradual e aquela raça, com o passar do tempo, acaba por extinguir-se. Os ignorantes e degradados Coptas do Egipto são tais Egos inferiores incarnando-se numa raça que uma vez foi a glória do mundo, enquanto os Egos que criaram aquela civilização avançada reencarnaram-se nas nações da Europa e da América. A existência dos selvagens explica-se da mesma forma; eles são os sobreviventes de uma raça moribunda no período de declínio desta raça, a qual corresponde ao seu grau de evolução. Um processo semelhante ocorre nas nossas cidades modernas. Os habitantes de uma área, outrora favorecida, mudam-se para um novo bairro, deixando as suas casas para outros menos abastados. Estes também partem depois dum certo tempo, uma classe ainda mais pobre vem instalar-se e assim por diante, até que as casas, vítimas de um uso prolongado e de descuido, se desmoronem e acabem em ruínas. &lt;br /&gt;Os pensamentos e os actos colectivos das Inteligências que constituem uma nação também acarretam guerras, epidemias, fomes e até cataclismos naturais que se abatem depois sobre ela. Esta é a única explicação das guerras periódicas na Europa. A pretensa causa era meramente a oportunidade para que as forças invisíveis acumuladas pelos Egos envolvidos no conflito se desencadeassem. Estes Egos haviam, há muito tempo atrás, em outras civilizações, gerado as causas cujos efeitos destruidores tinham que ser enfrentados agora. E os Egos continuarão a reencarnarem-se até que todas as ofensas e todos os ódios estejam ajustados e erradicados, qualquer que seja a duração de tempo para que tal período de ventura advenha. Vemos assim como, talvez num futuro próximo, outras guerras possam ocorrer, pois outros Egos, que geraram causas semelhantes àquelas que ocasionaram a última guerra, reencarnarão juntos e terão que resolver as suas contendas. A maneira como estas disputas serão solucionadas dependerá do esclarecimento mental dos adversários e também do exemplo dado por nós. A história tende a repetir-se, e se pudéssemos criar uma linha de conduta individual e nacional baseada na justiça e na consideração mútua, prestaríamos o maior serviço possível à posteridade, porque princípios certos e acção correcta constituem para o desenvolvimento nacional um alicerce mais seguro que a prosperidade comercial, a qual, sem aqueles princípios e acções, só estimula a ambição egoísta e a cobiça. Devemos lembrar-nos também que estamos a construir um futuro no qual nós próprios vamos tomar parte, pois tal como hoje somos herdeiros do nosso passado, havemos um dia de voltar ao palco como herdeiros deste presente e recebermos o produto das nossas acções actuais. Portanto, cada indivíduo pertencente a uma raça ou a uma nação está avisado que se ele se deixar levar pela indiferença de pensamento e de acção, amoldando-se deste modo ao comportamento mediano geral da sua raça ou nação, o karma da raça ou da nação o arrastará no fim para o destino geral. É por isso que os antigos Mestres clamavam: "Saiam das fileiras e não sigam a multidão." &lt;br /&gt;A Reencarnação não significa que assumiremos formas animais depois da morte. "Uma vez homem, sempre homem": a evolução, depois de ter colocado o Pensador imortal neste plano, não pode mandá-lo de volta ao reino animal. Pois assim como as válvulas impedem o sangue de refluir e de enfartar o coração, também assim, neste grande sistema de circulação universal, a porta fecha-se atrás do Pensador, impedindo o seu retrocesso. &lt;br /&gt;A objecção feita pelos cristãos à Reencarnação baseia-se geralmente na suposição que não teria sido ensinada por Jesus. Eles esquecem que Jesus era um judeu cuja missão , segundo ele mesmo declarou, se destinava a esse povo. Ora, os judeus sempre acreditaram neste ensinamento, e Jesus devia portanto conhecê-lo bem. Sempre que um cristão assumido o nega, ele contradiz Jesus que o afirmou em diversas ocasiões. Naquele tempo, o povo esperava o regresso à terra de numerosos profetas e condutores de homens, entre os quais Moisés e Elias, e todos aguardavam a sua reaparição, de tempos a tempos. Isto explica porque é que Jesus respondeu aos discípulos que vinham anunciar-lhe a morte de João Baptista, que Herodes mandara matar João sem saber que ele era Elias, "que estava para chegar". Numa outra ocasião, relatada em Mateus (XVII, 12), Jesus declarou: "Elias já veio, e eles não o reconheceram." Quando um homem cego de nascença foi levado ao Mestre, os discípulos perguntaram-lhe qual era o motivo de tal castigo, se tinha sido ele quem havia pecado ou os seus pais, o que supõe uma crença comum na doutrina da Reencarnação; pois, sendo certo que um recém-nascido não pode ter pecado, o pecado só pode ter sido cometido antes do nascimento no qual a cegueira ocorreu. Se o ensinamento estava errado, então era a altura para Jesus contestá-lo e rejeitá-lo definitivamente; ele eludiu a pergunta, mas não refutou a doutrina. Em Provérbios (VIII, 22), Salomão diz que quando a terra foi criada, ele estava presente, e que muito tempo antes de ele ter podido nascer como Salomão, ele deleitava-se na companhia dos filhos dos homens nas partes habitáveis da terra. Na sua Epístola aos Romanos (IX, 11-13), São Paulo refere-se a Jacob e Esaú, dizendo que o Senhor amara um e odiara o outro antes de eles nascerem. Evidentemente, o Senhor não pode amar algo inexistente, o que significa que Jacob e Esaú tinham sido respectivamente bom e mau nas suas vidas anteriores, e que por isso o Senhor –Karma– amava um e odiava o outro antes de eles terem nascido como Jacob e Esaú. São João, em Apocalipse (III, 12), diz que aquele que vencerá "nunca mais irá para fora". Isto não passa de pura retórica se a Reencarnação for negada, mas faz plenamente sentido se a compreendermos como significando que o homem que finalmente logrou dominar as ilusões da matéria não terá mais a necessidade de se reencarnar. Depois dos discípulos seguiram-se os primeiros Padres da Igreja, entre os quais Orígenes, que ensinava a doutrina da Reencarnação. Devido à sua crescente influência, alguns Padres ignorantes sentiram inveja e, em 553, no Concílio de Constantinopla, anatematizaram a doutrina ensinada por ele como sendo perniciosa. Foi assim que a doutrina se perdeu para o mundo ocidental. &lt;br /&gt;Considerando a vida e a sua meta evidente, com todas as experiências possíveis para o homem, somos forçados a chegar à conclusão que uma só existência não é suficiente para cumprir tudo o que foi planejado pela natureza, sem mencionar o que o próprio homem deseja realizar. No homem há uma vasta gama de poderes latentes que podem ser desenvolvidos com tempo e oportunidades. Um conhecimento de alcance infinito abre-se diante dele. Nutrimos altas aspirações sem termos o tempo necessário para realizá-las plenamente, enquanto a multidão de paixões e de desejos, de motivações e de ambições egoístas lutam contra nós e entre eles, perseguindo-nos até ao portal da morte. Tudo isso tem que ser subjugado e utilizado. O simples facto de morrer não pode eliminar os nossos defeitos, nem trazer-nos conhecimento. Se acreditarmos que todo o conhecimento e toda a pureza nos serão dados ao entrarmos no Céu, estaremos depreciando este estado ao mais baixo ponto e privando a vida de todo o sentido. &lt;br /&gt;A Reencarnação é "o elo perdido do cristianismo", pois é nela e em Karma, sua doutrina-irmã, que está a resposta para todos os problemas da vida. Nestes dois ensinamentos essenciais reside a força capaz de levar os homens a aplicar de facto a ética que só possuem em teoria. O impulso em direcção a uma conduta recta não deve basear-se num simples sentimento ou fé, mas sim em leis obrando universalmente e sendo incontornáveis. O Karma e a Reencarnação apontam concludentemente para a própria responsabilidade do homem pelas condições nas quais ele se encontra. Isto é totalmente contrário à irresponsabilidade inculcada pelos teólogos cristãos. Eles ensinam que somos seres inerentemente fracos e pecadores, incapazes de fazer algo por nós mesmos, mas que os nossos pecados serão perdoados se acreditarmos que o Cristo morreu por nós. Se realmente fosse assim, tal procedimento seria contrário à justiça. O facto de nós agora tentarmos esquivar os efeitos das nossas acções passadas é devido, em boa parte, ao aceitarmos certas doutrinas cristãs que são interpretações erradas dos ensinamentos de Jesus. &lt;br /&gt;O desassossego actual é por conseguinte o culminar de séculos de concepções materialistas baseadas na crença que há só uma vida na terra. Esta idéia gerou a ferocidade da luta pela vida, com todo o seu egoísmo e sofrimento. A palavra "justiça" pouco significa para a humanidade, visto os homens terem perdido a percepção da Lei Imutável, que não pode ser contornada. Embora o seu modo de agir manifeste aquilo que os homens, na sua cegueira, denominam injustiça, é bem a Divina Lei da Justiça, que restaura o equilíbrio perturbado pela ignorância e o egoísmo humanos. Isto é KARMA. &lt;br /&gt;Embora estas doutrinas pareçam severas e implacáveis, elas não deixam de nos trazer algum encorajamento. A Reencarnação dá ao homem a oportunidade de tentar, e voltar a tentar, dando-lhe a certeza que "cada tentativa sincera terá, a seu tempo, a sua recompensa". Por isso, os que desesperam nos lugares sombrios da terra podem encher-se de coragem, e os que estão perplexos, cheios de dúvidas, que saibam que todas as dificuldades têm solução. A mãe que perdeu um filho, a esposa, ou o marido, que ficaram sós e desamparados, podem consolar-se pois eles encontrarão de novo o ente querido e retomarão os fios quebrados do afecto, para com eles tecerem uma tela nova e mais bela. Assim nestes ensinamentos da Antiga Sabedoria o coração encontrará contentamento, e o intelecto o seu maior alcance.  &lt;br /&gt;Tradução: Francisco da Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-2813658277007212334?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/2813658277007212334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=2813658277007212334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2813658277007212334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2813658277007212334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2009/03/reencarnacao.html' title='Reencarnação'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc0PV3XXvJI/AAAAAAAAAas/8ZJ4dDaDYmc/s72-c/Terminator_by_nordlander.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-3509900096506594554</id><published>2009-03-11T19:19:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T19:20:46.167-03:00</updated><title type='text'>Sri Ganesha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;&lt;td valign="top" style="padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;&lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;img width="303" height="397" id="_x0000_i1025" src="http://i153.photobucket.com/albums/s218/soulspiirit/Jaya%20Ganesha/Ganesha_Panchamukha.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;No hinduísmo, Ganexa ou Ganesha   (sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;गणेश&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;श्रीगणेश&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Verdana"&gt; (quando usado para distinguir status &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;de   Senhor) (ou "senhor dos obstáculos," seu nome é também escrito como   Ganesa e Ganesh, algumas vezes referido como Ganapati) é uma das mais   conhecidas e veneradas representações de deus. Ele é o primeiro filho de   Shiva e Parvati, e o "esposo" de Buddhi (também chamada Riddhi) e   Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi,   Vinayagar e Pillayar (em Tamil), e Vinayakudu em Telugu. 'Ga' simboliza   Buddhi (intelecto) e 'Na' simboliza Vijnana (sabedoria). Ganesha é então   considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma   divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a   cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É habitualmente   representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra.   Tipicamente so eu nome é prefixado com o título Hindu de respeito 'Shri' ou   Sri.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Caste_AS.jpg" target="_blank" title="Representação das quatro principais castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha."&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;text-decoration:none;text-underline:   none"&gt;&lt;b&gt;Erro! O nome de arquivo não foi especificado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black"&gt; Representação das quatro principais   castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha   é o símbolo das soluções lógicas, e deve ser interpretado como tal. Seu corpo   é humano enquanto que a cabeça é de um elefante, e ao mesmo tempo, seu   transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução   lógica para os problemas, ou "Destruidor de Obstáculos". Sua   consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a   deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a   solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black"&gt;O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo   fora da Índia &lt;u&gt; &lt;/u&gt;Seus devotos são chamados &lt;b&gt;&lt;i&gt;Ganapatyas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; Assim   como acontece com todas as outras formas externas nas quais o Hinduísmo   representa deus, no sentido da aparência pessoal de Brahman (também chamada   de Ishvara, o Senhor), a figura de Ganesha é também um arquétipo cheio de   múltiplos sentidos e simbolismo que expressa um estado de perfeição assim   como os meios de obtê-la. Ganesha, de facto, é o símbolo daquele que   descobriu a Divindade dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;  Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram. Quando   Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram, ambos o Som (Ganesha) e a   Luz (Skanda) nascem. Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e   bondade, poder e beleza. Ele também simboliza as capacidades discriminativas   que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real   e o irreal.&lt;br /&gt;  Uma descrição de todas as características e atributos de Ganesha podem ser   encontradas no Ganapati Upanishad (um Upanishad dedicado a Ganesha) do rishi   Atharva, no qual Ganesha é identificado com Brahman e Atman. [1] Este Hino   Védico também contém um dos mais famosos mantras associados com esta   divindade: Om Gam Ganapataye Namah (literalmente: "eu Te saúdo, Senhor   das tropas").&lt;br /&gt;  Nos Vedas pode-se encontrar uma das mais importantes e comuns orações a   Ganesha, na parte que constitui o início do Ganapati Prarthana:&lt;br /&gt;  Om ganaman tva g&lt;br /&gt;  anapatigm havamahe kavim kavinamupamashravas&lt;wbr&gt;tanam&lt;br /&gt;  jyestharajam brahmanam brahmanaspata a nah shrunvannutibhih sida sadanam&lt;br /&gt;  (Rig Veda 2.23.1)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  De acordo às estritas regras da iconografia Hindu, as figuras de Ganesha com   somente duas mãos são tabu. Por isso, as figuras de Ganesha são vistas   habitualmente com quatro mãos que significam sua divindade. Algumas figuras   podem ter seis, outras oito, algumas dez, algumas doze e outras catorze mãos,   cada uma carregando um símbolo que difere dos símbolos nas outras mãos,   havendo aproximadamente cinquenta e sete símbolos no total, segundo alguns   estudiosos.&lt;br /&gt;  A imagem de Ganesha é composta de quatro animais, homem, elefante, serpente e   o rato. Eles contribuem para formar a imagem. Todos eles individualmente e   coletivamente tem profunda significância simbólica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  O deus da boa fortuna&lt;br /&gt;  Em termos gerais, Ganesha é uma divindade muito amada e frequentemente   invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna quem proporciona prosperidade e   fortuna e também o Destruidor de Obstáculos de ordem material ou espiritual.   É por este motivo que sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa   (por exemplo, viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma   entrevista de trabalho, realizar uma cerimônia) com Mantras como: Aum Shri   Ganeshaya Namah (salve o nome de ganesha), ou similares. É também por esse   motivo, que tradicionalmente, todas as sessões de bhajan (cântico devocional)   iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos "bons inícios".   Por toda a Índia de cultura hindu, o Senhor Ganesha é o primeiro ídolo   colocado em qualquer nova casa ou templo.&lt;br /&gt;  Além disso, Ganesha é associado com o primeiro chakra, que representa o   instinto de conservação e sobrevivência e de procriação. O nome desse chakra   é muladhara.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Atributos Corporais&lt;br /&gt;  Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio   significado:&lt;br /&gt;  A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;  &lt;br /&gt;  O fato dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a   habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo;&lt;br /&gt;  As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que   procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a   importância de escutar para poder assimilar idéias. Orelhas são usadas para   ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido,   todo conhecimento também é;&lt;br /&gt;  A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na   faculdade de discriminação entre o real e o irreal;&lt;br /&gt;  Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado,   simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de   Ganesha sobre ele;&lt;br /&gt;  A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência   da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos   do Universo e proteger o mundo;&lt;br /&gt;  A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a   importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo   espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.&lt;br /&gt;  Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil,   que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência   condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o   Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;&lt;br /&gt;  A mão segurando uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os   desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode   repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem   para o caminho da verdade e da retidão;&lt;br /&gt;  A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a   eterna beatitude de Deus. O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos   devem ser deixados de lado;&lt;br /&gt;  A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos,   refúgio e proteção (abhaya);&lt;br /&gt;  A quarta mão segura uma flor de lótus (padma), e ela simboliza o mais alto   objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O Senhor cuja forma é Om&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha é também definido como Omkara ou Aumkara, que   significa "tendo a forma de Om (ou Aum) (veja a seção Os nomes de   Ganesha). De fato, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra   Devanagari que indica este grande Bija Mantra. Por causa disso, Ganesha é   considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro, Ele que está na base de   todo o mundo fenomenal (Vishvadhara,&lt;wbr&gt;Jagadoddhara)&lt;wbr&gt;. Além disso, na   Linguagem Tamil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que   relembra o formato da cabeça de Ganesha.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;A presa quebrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ganesha_statue_from_Andra_Pradesh.jpg" target="_blank" title="Estátua de Ganesha do Distrito de Andra Pradesh, Índia."&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;Erro! O nome de arquivo não   foi especificado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   color:black"&gt;Estátua de Ganesha do Distrito de Andra Pradesh, Índia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;A presa quebrada de Ganesha, como   descrita acima, simboliza inicialmente sua habilidade de superar ou   "quebrar" as ilusões da dualidade. Porém, existem muitos outros   sentidos que têm sido associados a este símbolo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Um elefante normalmente   tem duas presas. A mente também freqüentemente propõe duas alternativas: o   bom e o mau, o excelente e o expediente, fato e fantasia. A cabeça de   elefante do Senhor Ganesha porém tem apenas uma presa por isso ele é chamado   "Ekadantha," que significa "Ele que tem apenas uma   presa", para lembrar a todos que é necessário possuir determinação   mental. (Sathya Sai Baba)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Existem várias anedotas que explicam as origens deste atributo particular   (veja seção Como Ganesha quebrou uma de suas presas?)&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha e o rato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ganesha_on_mouse.jpg" target="_blank" title="Ganesha montado em seu rato. Note as flores oferecidas pelos devotos. Uma escultura do Templo de Vaidyeshwara em Talakkadu, Karnataka, India"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;Erro! O nome de arquivo não   foi especificado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black"&gt;Ganesha montado em seu rato. Note as flores   oferecidas pelos devotos. Uma escultura do Templo de Vaidyeshwara em   Talakkadu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;span style="color:black"&gt;,   Karnataka, India&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;De acordo com uma interpretação, o divino veículo de   Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele   simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida   clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é   dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. Como veículo do Senhor   Ganesha, o rato nos ensina a estar sempre alerta e iluminar nosso eu interior   com a luz do conhecimento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ambos Ganesha e Mushika amam modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido   para os dois durante cerimônias de adoração. O Mushika é normalmente   representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para   as representações dos veículos das outras divindades. Porém, já foi tradicional   na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e   Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o ego, a   mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha,   guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências,   indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre   a mente. O rato (extremamente voraz por natureza) é habitualmente   representado próximo a uma bandeja de doces com seus olhos virados em direção   de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre suas patas, como   se esperando uma ordem de Ganesha. Isto representa a mente que foi   completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob   estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da   comida sem sua permissão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Casado ou Celibatário?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  É interessante notar como, de acordo com a tradição, Ganesha foi gerado por   sua mãe Parvati sem a intervenção de Shiva, seu marido. Shiva, de fato, sendo   eterno (Sadashiva), não sentia nenhuma necessidade de ter filhos.   Consequentemente, o relacionamento entre Ganesha e sua mãe é único e   especial.&lt;br /&gt;  Essa devoção é o motivo pelo qual as tradições do sul da Índia o representam   como celibatário (veja o conto Devoção por sua mãe). É dito que Ganesha,   acreditando ser sua mãe a mais bela e perfeita mulher no universo, exclamou:   "Traga-me uma mulher tão bonita quanto minha mãe e eu me casarei com   ela".&lt;br /&gt;  No Norte da Índia, por outro lado, Ganesha é freqüentemente representado como   casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder   espiritual). Popularmente no norte da Índia Ganesha é representado   acompanhado por Sarasvati (deusa da cultura e da arte) e Lakshmi (deusa da   sorte e prosperidade)&lt;wbr&gt;, simbolizando que essas características sempre   acompanham aquele que descobre sua própria divindade interior. Simbolicamente   isso representa o fato de que a abundância, prosperidade e sucesso acompanham   aqueles que possuem as qualidades da sabedoria, prudência, paciência, etc.   que Ganesha simboliza.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Histórias Mitológicas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:13th_century_Ganesha_statue.jpg" target="_blank" title="Essa estátua de Ganesha foi criada no Distrito de Mysore de Karnataka no século XIII."&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;&lt;b&gt;Erro! O nome de arquivo   não foi especificado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   color:black"&gt;Essa estátua de Ganesha foi criada no Distrito de Mysore de   Karnataka no século XIII.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Como ele obteve sua cabeça de elefante?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  A mitologia altamente articulada do Hinduísmo apresenta muitas histórias na   qual é explicada a maneira que ganesha obteve sua cabeça de elefante;   freqüentemente a origem desse atributo particular é encontrado nas mesmas   histórias que narram seu nascimento. E muitas dessas mesmas histórias revelam   as origens da enorme popularidade do culto a Ganesha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Decapitado e reanimado por Shiva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana.   Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área   para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um   ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia   preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então   Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém   entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. Dali a   pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o   Deus. Shiva se enfureceu com esse garotinho estranho que tentava desafiá-lo.   Ele disse a Ganesha que ele era o esposo de Parvati e disse que Ganesha   poderia deixá-lo entrar. Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua   querida mãe. Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha.   No fim, ele decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando   Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com   muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha   imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso   que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. Todas as tentativas de encontrar a   cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma   que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha com o primeiro ser vivo   que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção norte. Shiva então   mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de   qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte.   Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneira e após sua   morte, tomaram sua cabeça, e colocaram a cabeça do elefante no corpo de   Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele é chamado de   Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que deve ser adorado antes de   iniciar qualquer atividade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Shiva e Gajasura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Outra história a respeito da origem de Ganesha e sua cabeça de elefante narra   que, uma vez, existiu um Asura (demônio) com todas as características de um   elefante, chamado Gajasura, que estava praticando austeridades (ou tapas).   Shiva, satisfeito por esta austeridade, decidiu dar-lhe, como recompensa,   qualquer coisa que ele pedisse. O demônio desejou emanar fogo continuamente   do seu próprio corpo. Desse modo, ninguém poderia se aproximar dele. Shiva   concedeu o que foi pedido. Gajasura continuou sua penitência e Shiva, que   aparecia a ele de tempos em tempos, perguntou, mais uma vez, o que desejava.   O demônio respondeu: "desejo que você habite meu estômago."&lt;br /&gt;  Shiva atendeu até mesmo a este pedido e, então, passou a residir no estômago   do demônio. De fato, Shiva também é conhecido como Bhola Shankara porque é   uma deidade facilmente agradada; quando está satisfeito com um devoto,   concede-lhe o que for pedido e, isso, de tempos em tempos, gera situações   particularmente intrincadas. Por esse motivo Parvati, sua esposa, procurou   por ele em todos os lugares sem obter resultado algum. Como último recurso,   foi ao seu irmão, Vishnu, pedir a ele que encontrasse seu marido. Vishnu, que   conhece a tudo, respondeu: "Não se preocupe minha irmã; seu marido é   Bhola Shankara e prontamente garante aos seus devotos tudo o que eles pedem,   sem se preocupar com as conseqüências; acho que ele se meteu em algum   problema. Vou procurar saber o que aconteceu."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Então Vishnu, o onisciente diretor do jogo cósmico, elaborou uma pequena   encenação: transformou Nandi (o touro de Shiva) em um touro dançarino e o   conduziu à frente de Gajasura, assumindo, ao mesmo tempo, a aparência de um   flautista. A encantadora performance do touro fez o demônio entrar em êxtase   e perguntar ao flautista o que ele desejava. O músico respondeu: "Você   pode mesmo me dar qualquer coisa que eu pedir?" Gajasura respondeu:   "Por quem me tomas? Eu posso lhe dar qualquer coisa que você pedir   imediatamente!&lt;wbr&gt;" O flautista então respondeu: "Se é assim,   libere Shiva do seu estômago." Gajasura entendeu, então, que este não   poderia ser outro senão o próprio Vishnu, o único que poderia saber desse   segredo. Nesse momento, o demônio se jogou aos pés de Vishnu e, tendo   liberado Shiva, pediu a este um último presente: "Tenho sido abençoado   por você muitas vezes; meu último pedido é que todo mundo se lembre de mim   adorando minha cabeça quando eu estiver morto." Shiva, então, trouxe seu   próprio filho até ali e substituiu sua cabeça pela de Gajasura. Desde então,   na Índia, é tradição que qualquer ação, para poder prosperar, deva ser   iniciada com a adoração de Ganesha. Este é o resultado do presente que Shiva   deu à Gajasura.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O   Olhar de Shani&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Uma   história menos conhecida do Brahma Vaivarta Purana narra uma versão diferente   do nascimento de Ganesha. Pela insistência de Shiva,Parvati jejuou por um ano   (punyaka vrata) para propiciar Vishnu para que lhe desse um filho. O Senhor   Krishna, após o fim do sacrifício, anunciou que ele mesmo encarnaria como seu   filho em cada kalpa (era). Então, Krishna nasceu para Parvati como uma   charmosa criança. Esse evento foi celebrado com grande entusiasmo e todos os   deuses foram convidados para olhar o bebê. Porém Shani, o filho de Surya,   hesitou em olhar ao bebê pois é dito que o olhar de Shani é prejudicial.   Porém Parvati insistiu que ele olhasse para o bebê, então Shani o fez, e   imediatamente a cabeça da criança caiu e voou para Goloka. Vendo Shiva e Parvati   feridos de aflição, Vishnu montou em Garuda, sua águia divina, e apressou-se   para a ribeira do rio Pushpa-Bhadra, donde ele trouxe a cabeça de um jovem   elefante. A cabeça do elefante se juntou com o corpo do filho de Parvati,   revivendo-o. A criança foi chamada Ganesha e todos os Deuses abençoaram   Ganesha e desejaram a ele poder e prosperidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Outras Versões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  Outro conto do nascimento de Ganesha relata um incidente no qual Shiva matou   Aditya, o filho de um sábio. Porém Shiva restaurou a vida ao corpo da criança   morta, mas isso não conseguiu pacificar o sábio enfurecido Kashyapa, que era   um dos sete grandes Rishis. Kashyap amaldiçoou Shiva e declarou que o filho   de Shiva perderia sua cabeça. Quando isto aconteceu, a cabeça do elefante de   Indra foi colocada em seu lugar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Outra versão diz que em uma ocasião, a água de banho usada de Parvati foi   jogada no Ganges e esta água foi bebida por Malini, a Deusa com cabeça de   elefante, que logo após deu a luz a um bebê de quatro braços e cinco cabeças   de elefante. Ganga, a Deusa do rio o reivindicou como seu filho, mas Shiva   declarou que ele era filho de Parvati, reduziu suas cinco cabeças a uma e o   empossou como o Controlador de obstáculos (Vigneshwara)&lt;wbr&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha   o escrivão&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  Na primeira parte do poema épico Mahabharata, está escrito que o sábio Vyasa   pediu para Ganesha que transcrevesse o poema enquanto ele ditava. Ganesha   concordou, mas somente na condição de que o sábio Vyasa recitasse o poema sem   interrupções ou pausas. O sábio, por sua vez, colocou a condição que Ganesha   não teria somente que escrever, mas também entender tudo o que ele escutasse   antes de escrever. Dessa forma, Vyasa se recuperaria um pouco de seu   falatório cansativo ao simplesmente recitando um verso bem difícil que   Ganesha não conseguisse entender rapidamente. Começou o ditado, mas no   corre-corre de escrever, a caneta de Ganesha se quebrou. Então ele quebrou   uma de suas presas e a usou como caneta, só assim a transcrição pôde   prosseguir sem interrupções, permitindo a ele manter sua palavra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha   e Parashurama&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  Um dia Parashurama, um avatar de Vishnu, foi fazer uma visita a Shiva, mas no   caminho ele foi bloqueado por Ganesha. Parashurama lançou seu machado em   direção a Ganesha, e Ganesha (sabendo que esse machado foi dado a ele por   Shiva) se deixou golpear e perdeu sua presa como resultado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ganesha   e a Lua&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  Dizem que certa vez, Ganesha após ter recebido de muitos de seus devotos uma   enorme quantidade de doces (Modak), para poder digerir melhor essa incrível   quantidade de comida, decidiu ir passear. Ele montou em seu rato, que utiliza   como veículo, e foi adiante. Foi uma noite magnífica e a lua estava   resplandecente. De repente uma cobra apareceu do nada e assustou o rato, que   pulou e tirou Ganesha de sua montaria. O grande estômago de Ganesha foi empurrado   contra o chão com tanta força que sua barriga abriu e todos os doces que ele   comeu foram espalhados a seu redor. No entanto, ele era muito inteligente   para se enraivecer por causa deste pequeno acidente e, sem perder tempo em   lamentações inúteis, ele tentou remediar a situação da melhor maneira   possível. Ele pegou a cobra que causou o acidente e a usou como cinturão para   manter seu estômago fechado e reparar o dano. Satisfeito com essa solução,   ele remontou em seu rato e continuou sua excursão. Chandradev (O Deus da Lua)   observou toda aquela cena e caiu na gargalhada. Ganesha, sendo de   temperamento curto, amaldiçoou Chandradev por sua arrogância e quebrando uma   de suas presas, a atirou contra a lua, partindo em duas sua luminosa face.   Então ele a amaldiçoou, decretando que qualquer um que olhasse para a lua   teria má sorte. Escutando isso, Chandradev percebeu sua loucura e pediu   perdão para Ganesha. Ganesha cedeu e como uma maldição não pode ser revocada,   ele apenas a abrandou. A maldição então ficou sendo de que a lua iria minguar   em intensidade a cada quinze dias e qualquer um que olhar para a lua durante   o Ganesh Chaturthi teria má-sorte. Isto explica porque, em certos momentos, a   luz da Lua diminui, e então começa gradualmente a reaparecer; mas sua face só   aparece por completo somente por um curto período de tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; Ganesha, chefe do exército celestial&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ganesh_with_flower.jpg" target="_blank" title="Estátua de Ganesha com uma flor"&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;&lt;b&gt;Erro! O nome de arquivo   não foi especificado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Estátua   de Ganesha com uma flor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Uma vez ocorreu uma grande   competição entre os Devas para decidir quem entre eles seria o chefe do Gana   (tropas de semideuses à serviço de Shiva). Foi pedido aos competidores que   eles dessem a volta ao mundo o mais rápido possível e retornassem para os pés   de Shiva. Os deuses foram, cada um em seu próprio veículo, e mesmo Ganesha   participou com entusiasmo desta corrida; mas ele era extremamente pesado e   seu veículo era um rato! Conseqüentemente, seu passo era muito devagar e isso   foi uma grande desvantagem. Dali a pouco apareceu a sua frente o sábio Narada   (filho de Brahma), que perguntou a ele aonde estava indo. Ganesha estava   muito aborrecido e entrou em fúria porque é considerado um sinal de má-sorte   encontrar um Brahmin solitário no começo de uma viagem. Mesmo que Narada seja   o maior dos Brahmins, filho do próprio Brahma, isso ainda era um mau   presságio. Além disso, não é considerado um bom sinal ser perguntado aonde   está indo quando já se está no caminho; então, Ganesha se sentiu duplamente   infeliz. No entanto, o grande Brahmin conseguiu acalmar sua fúria. O filho de   Shiva explicou a ele os motivos de sua tristeza e seu terrível desejo de   vencer. Narada o consolou, o exortando a não entrar em desespero, e deu a ele   um conselho:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O apetite de Ganesha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho.&lt;br /&gt;  Um conto, retirado dos Puranas, narra que Kubera, o tesoureiro do Svarga   (paraíso) e deus da riqueza, foi ao monte Kailasa para receber o darshan   (visão) de Shiva. Como ele era extremamente vaidoso, ele convidou Shiva para   um banquete na sua fabulosa cidade, Alakapuri, assim ele poderia demonstrar a   ele toda sua riqueza. Shiva sorriu e disse para ele: "eu não poderei ir,   mas você pode convidar meu filho Ganesha. Mas eu o advirto que ele é um   comilão voraz." Inalterado, Kubera sentiu-se confiante que ele poderia   satisfazer mesmo tal insaciável apetite de Ganesha, com suas opulências. Ele   levou o pequeno filho de Shiva com ele para sua grande cidade. Lá, ele lhe   ofereceu um banho cerimonial e o vestiu em roupas suntuosas. Após esses ritos   iniciais, o grande banquete começou. Enquanto os serventes de Kubera estavam   trabalhando duramente para trazer as porções de comida, o pequeno Ganesha   apenas continuava a comer e comer.... Seu apetite não diminuiu mesmo quando   devorou até a comida destinada aos outros convidados. Não havia tempo para   substituir um prato por outro porque Ganesha já havia devorado tudo, e com   gestos de impaciência, continuava esperando por mais comida. Tendo devorado   tudo o que havia sido preparado, Ganesha começou a comer as decorações, os   talheres, a mobília, o lustre.... Apavorado, Kubera se prostrou diante do pequeno   onívoro e suplicou para que deixasse para ele pelo menos, o resto do palácio.   "Eu estou com fome. Se você não me der mais nada pra comer, eu comerei   até você!", ele disse a Kubera. Desesperado, Kubera correu para o monte   Kailasa para pedir a Shiva que remediasse a situação. O Senhor então deu a   ele um punhado de arroz tostado, dizendo que somente aquilo poderia   satisfazer Ganesha. Ganesha já tinha sugado quase toda a cidade quando Kubera   retornou e deu a ele o arroz. Com isto, finalmente Ganesha se satisfez e se   acalmou&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O respeito de Ganesha por seus   pais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Uma vez ocorreu uma competição entre Ganesha e seu irmão Kartikeya para saber   quem conseguiria dar a volta aos três mundos mais rápido, e então ganhar o   fruto do conhecimento. Karthikeya foi em uma jornada pelos três mundos,   enquanto que ganesha apenas andou ao redor de seus pais. Quando perguntado   porque fez isso, ele respondeu que para ele, seus pais representam todos os   três mundos, e então foi dado a ele o fruto do conhecimento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Devoção à sua mãe&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Uma vez, enquanto brincava,   Ganesha machucou uma gata. Quando ele voltou pra casa ele encontrou uma   ferida no corpo de sua mãe. Ele perguntou como ela se machucou. Parvati, sua   mãe, respondeu que isso foi causado pelo próprio Ganesha! Surpreso Ganesha quis   saber quando ele a machucou. Parvati respondeu que Ela como o divino poder   está imanente em todos os seres. Quando ele machucou a gata, machucava a sua   mãe também. Ganesha percebeu que todas as mulheres são realmente as   manifestações de sua Mãe. Deciciu não casar e permaneceu um brahmachari, um   celibatário, seguindo as regras estritas do Brahmacharya. Porém, em algumas   imagens e escrituras Ganesha é frequentemente relatado como casado com as   duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Festivais e adorações a Ganesha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Na Índia, existe um importante festival em honra ao Senhor Ganesha. Mesmo   sendo mais popular no estado de Maharashtra, ele é festejado por toda a   Índia. Ele é celebrado por dez dias começando pelo Ganesh Chaturthi. Isto foi   introduzido por Balgangadhar Tilak como uma maneira de promover o sentimento   nacionalista quando a Índia era governada pelos Ingleses. Esse festival é   celebrado e sua culminação é no dia de Ananta Chaturdashi quando a murti do   Senhor Ganesha é imergida na água. Em Mumbai (antes conhecida como Bombaim),   a murti é imergida no Arabian Sea e em Pune no rio Mula-Mutha. Em várias   cidades do Norte e Leste da Índia, como Calcutá, eles são imergidos no   sagrado rio Ganges.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ganesh_Paris_2004_DSC08471.JPG" target="_blank" title="Celebrações de Ganexa pela comunidade indiana em Paris em 2004."&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;&lt;b&gt;Erro! O nome de arquivo   não foi especificado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   color:black"&gt;Celebrações de Ganexa pela comunidade indiana em Paris em 2004.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   color:black"&gt;A adoração de Ganexa no Japão vem desde o ano 806.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Ressurgimento da popularidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Recentemente, houve um ressurgimento da adoração a Ganesha e um aumento do   interesse no "Mundo Ocidental" devido a inundação de supostos   milagres em Setembro de 1995. No dia de 21 de setembro de 1995, de acordo com   a revista Hinduism Today (www.hinduismtoday.&lt;wbr&gt;com), as estátuas de Ganesha   (e de alguns outros deuses da família de Shiva) na Índia começaram a beber   leite espontaneamente quando uma colher cheia era posta perto da boca das   estátuas em honra ao deus elefante. Os fenômenos propagaram-se de Nova Délhi   a Nova York, Canadá, Ilhas Maurício, Quênia, Austrália, Bangladesh, Malásia,   Reino Unido, Dinamarca, Sri Lanka, Nepal, Hong Kong, Trinidad e Tobago,   Grenada e Itália entre outros lugares. Isso foi visto como um milagre por   muitos, mas muitos céticos afirmaram que isso foi outro exemplo de histeria   coletiva. Alguns experimentos científicos conduzidos naquela época sugeriram   a ação capilar como uma explicação para este fenômeno. Permanecia um mistério   o porquê do fenômeno não haver se repetido até que o mesmo ocorresse   novamente em 21 de agosto de 2006. Agora a questão é por que o fenômeno se   repetiu.&lt;br /&gt;  O livro Ganesha, Remover of Obstacles de Manuela Dunn Mascetti é outra de   muitas fontes que testemunham o Milagre hindu do leite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Popularidade de   Ganesha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ganesha possui duas Siddhis (simbolicamente representadas como esposas ou   consortes): Siddhi (sucesso) e Riddhi (prosperidade)&lt;wbr&gt;. É amplamente   acreditado que "onde quer que esteja Ganesh, lá existe Sucesso e   Prosperidade" e "onde quer que haja Sucesso e Prosperidade, lá está   Ganesh". É por isso que Ganesha é considerado como aquele que traz boa   sorte, e a razão pela qual ele é invocado primeiro antes de qualquer ritual   ou cerimônia. Seja ela o Diwali Puja, ou uma nova casa, novo transporte,   antes de uma prova estudantil, antes de entrevistas para emprego, é para   Ganesha que se ora, porque acredita-se que ele irá vir para ajudar e garantir   sucesso em qualquer empreitada.Ganesha é venerado como Vinayak (culto) e   Vighneshvar (removedor de obstáculos). Acredita-se que ele abençoa aqueles   que meditam sobre ele. Ganesha, na astrologia, ajuda as pessoas a saber o que   pode ser alcançado e o que não pode.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Os nomes de Ganesha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  Assim como outras Murtis hindus (ou deuses e deusas), Ganesh tem muitos   outros títulos de respeito ou nomes simbólicos, e é frequentemente venerado   através do canto dos sahasranama, ou mil nomes. Cada um é diferente e carrega   um sentido diferente, representando um aspecto diferente do deus em qestão.   Quase todos os deuses Hindus têm uma ou duas versões aceitas de suas próprias   liturgias dos mil nomes (sahasranam)&lt;wbr&gt;.&lt;br /&gt;  Os nomes de Ganesha&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Estátua de Ganesha   fotografada em Londres durante o dia santo de Dipavali.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ganesha_divali.jpg" target="_blank" title="Estátua de Ganesha fotografada em Londres durante o dia santo de Dipavali."&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:none"&gt;&lt;b&gt;Erro! O nome de arquivo   não foi especificado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Assim como outras Murtis hindus   (ou deuses e deusas), Ganesh tem muitos outros títulos de respeito ou nomes   simbólicos, e é frequentemente venerado através do canto dos sahasranama, ou   mil nomes. Cada um é diferente e carrega um sentido diferente, representando   um aspecto diferente do deus em qestão. Quase todos os deuses Hindus têm uma   ou duas versões aceitas de suas próprias liturgias dos mil nomes (sahasranam)&lt;wbr&gt;.&lt;br /&gt;  Alguns dos outros nomes de Ganesha são:&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;  Ameya (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;अमेय&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:   10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), sem limites (em Marathi)&lt;br /&gt;  Anangapujita (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:   &amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;आनंगपूजीता&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), O Sem-Forma, ou Sem-corpo&lt;br /&gt;  Aumkara (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;ॐ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:   10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;कार&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;com o corpo na forma do Aum&lt;br /&gt;  Balachandra (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:   &amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;बालचंदृ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), aquele que carrega a lua   em sua cabeça&lt;br /&gt;  Chintamani (Sânscrito:?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;?&lt;wbr&gt;??), aquele que retira as   preocupações&lt;br /&gt;  Dhumraketu (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;धुम्रकेतू&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), ou Ardente&lt;br /&gt;  Gajakarna (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;गजकर्ण&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), aquele com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;orelhas de elefante&lt;br /&gt;  Gajanana (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;गजानन्&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), aquele que possui a face   de um elefante&lt;br /&gt;  Gajavadana, aquele que tem a cabeça de elefante&lt;br /&gt;  Ganadhyaksha (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:   &amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;गणध्यक्शमा&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), o líder das massas&lt;br /&gt;  Ganapati (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;गणपती&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), Condutor dos Ganas, uma   raça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; de seres anões do exército de   Shiva&lt;br /&gt;  Gananatha, Senhor dos Ganas&lt;br /&gt;  Gananayaka, Senhor de todos os seres&lt;br /&gt;  Ekadanta (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;एकदंत&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), Com somente uma presa&lt;br /&gt;  Kapila (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;कपिल&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:   10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), o nome de uma vaca celestial. Ganesha   representa as características de "d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;oação"   que simboliza a vaca, por isso o nome.&lt;br /&gt;  Lambodara (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;लंबोदर&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), de grande barriga&lt;br /&gt;  Mushika Vahana, Aquele que conduz o rato&lt;br /&gt;  Pillaiyar, Tamil para "Filho Nobre"&lt;br /&gt;  Shupakarna, Grandes e Auspiciosas orelhas&lt;br /&gt;  Sumukh (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;सुमूख&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), aquele que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; tem uma bela face: Ganesha é dito possuir todas as   qualidades da Lua, que também é chamado o Deus da beleza, e por isso ele é   conhecido como Sumukh.&lt;br /&gt;  Vakratunda (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;वक्रतुंड&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), Tromba curvada&lt;br /&gt;  Vighnaharta (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:   &amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;विघ्नहर्त&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), Removedor de obstác&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;ulos&lt;br /&gt;  Vighna Vinashaka, remover of obstacles&lt;br /&gt;  Vighnesh ou Vighneshvara (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;विग्णेशवर&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), controlador dos obstáculos   (Vighna = obstáculos, eeshwara=senhor)&lt;br /&gt;  Vikat (Sânscrito: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;विकट&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:   10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), o feroz&lt;br /&gt;  Vinayaka, (Sânscrito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Mangal&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;विनायक&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Verdana"&gt;), um líder distinto (Vi   signific&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;a vishesha Especial e nayaka da   raiz ni liderar, por isso, Líder&lt;br /&gt;  Vishvadhara ou Jagadoddhara, Aquele que mantém o universo&lt;br /&gt;  Vishvanata ou Jagannatha, Senhor do Universo&lt;br /&gt;  Outra murti muito amada é a Bala Gajanana ou Bala Ganesha (literalmente,   pequeno Ganesha ou bebê Ganesha), na qual um Ganesha bem jovem com uma   pequena tromba e grandes olhos é representado nos braços de seus Pais   Divinos, ou enquanto ele docemente abraça o Lingam, o símbolo de Shiva.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; Os doze nomes de Ganesha&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O Ganesha Purâna, um importante   texto dos Gânapatyas, nos dá uma lista dos doze principais nomes do   deus-elefante. Esses nomes devem ser pronunciados antes de qualquer ritual.   Eles são o seguinte:&lt;br /&gt;  1. Sumukha  : "O Senhor cheio de graça"&lt;br /&gt;  2. Ekadanta  : "O Senhor que só possui uma presa"&lt;br /&gt;  3. Kapila  : "O Senhor de cor fulva"&lt;br /&gt;  4. Gajakarna  : "O Senhor com orelhas de elefante"&lt;br /&gt;  5. Lambodara  : "O Senhor com uma barriga proeminente"&lt;br /&gt;  6. Vikata  : "O Deformado"&lt;br /&gt;  7. Vighnanâsaka : "O Senhor destruidor dos obstáculos"&lt;br /&gt;  8. Ganâdhipa  : "O Senhor protetor do Gana"&lt;br /&gt;  9. Dhûmraketu  : "O Senhor de cor esfumaçada" com dois braços   cavalgando um cavalo azul, o Governante da Kali Yuga&lt;br /&gt;  10.Ganâdhyaksha : "O Ministro dos Gana"&lt;br /&gt;  11.Bhâlachandra : "O Senhor que usa a lua crescente em sua cabeça"&lt;br /&gt;  12.Gajânana  : "O Sennhor com uma face de elefante".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Além desses, existem mais nomes que constituem os 21 nomes de Ganesha,   utilizados durante o Puja. Oferenda de flores e arroz acompanham os 21 nomes   de Ganesha(eka vishanti nama).&lt;br /&gt;  Vighnarâja  : "O Rei dos obstáculos"&lt;br /&gt;  Gajânana  : "O Senhor que possui face de elefante"&lt;br /&gt;  Lambodara  : "O Senhor com uma barriga proeminente"&lt;br /&gt;  Shivatmaja  : "O Filho de Shiva"&lt;br /&gt;  Vakratunda  : "O Senhor de tromba torcida"&lt;br /&gt;  Supakarna&lt;br /&gt;  Ganeshvara  : "O Senhor do Gana"&lt;br /&gt;  Vighnanashin : "O Destruidor de Obstáculos"&lt;br /&gt;  Vikata  : "O Deformado"&lt;br /&gt;  Vamana  : "O Anão"&lt;br /&gt;  Sarvadeva&lt;br /&gt;  Sarvadukhavinâ&lt;wbr&gt;shi&lt;br /&gt;  Vighnarhartr : "O Senhor que cancela os obstáculos"&lt;br /&gt;  Dhûmrâja&lt;br /&gt;  Sarvadevâdhideva&lt;br /&gt;  Ekadanta  : "O Senhor que tem apenas uma presa"&lt;br /&gt;  Krishnapingala : "O Senhor Azul e Escuro"&lt;br /&gt;  Bhâlachandra : "O Senhor que carrega a lua crescente na cabeça"&lt;br /&gt;  Gananâtha  : "O comandante supremo do Gana"&lt;br /&gt;  Shankarasunav: "O filho de Shankara"&lt;br /&gt;  Anangapujita : "O Senhor sem forma"&lt;br /&gt;  [editar] Notas&lt;br /&gt;  ^  Ao contrário da opinião popular, o Hinduísmo Védico primitivo não era   politeísta nem monoteísta, porém é melhor identificado como uma religião   henoteísta: as diferentes manifestações e formas de Deus (entre as quais os   avatares e os devas) são considerados infinitas emanações de Brahman (o   princípio impessoal da realidade do qual todos os mundos e seres derivam)   criadas para tornar Brahman acessível para o homem. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/mitos_e_deuses/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;http://br.groups.&lt;wbr&gt;yahoo.com/&lt;wbr&gt;group/mitos_&lt;wbr&gt;e_deuses/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-3509900096506594554?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/3509900096506594554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=3509900096506594554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/3509900096506594554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/3509900096506594554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2009/03/sri-ganesha.html' title='Sri Ganesha'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i153.photobucket.com/albums/s218/soulspiirit/Jaya%20Ganesha/th_Ganesha_Panchamukha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-2353285965352685990</id><published>2008-11-17T19:15:00.003-02:00</published><updated>2008-11-17T19:27:45.601-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='by Asgadh'/><title type='text'>Introdução geral ao estudo das doutrinas hindus</title><content type='html'>&lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHgNuhdG1I/AAAAAAAAAJY/wXmXCSrRcCo/s1600-h/A_Woman__s_Worth_by_RainfeatherPearl.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHgNuhdG1I/AAAAAAAAAJY/wXmXCSrRcCo/s400/A_Woman__s_Worth_by_RainfeatherPearl.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269739565431462738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Inúmeras dificuldades opõem-se, no Ocidente, a um estudo sério e aprofundado das doutrinas orientais em geral, e das doutrinas hindus em particular ; os maiores obstáculos a este respeito não são provavelmente aqueles que podem proceder dos próprios Orientais. Com efeito, a primeira condição requerida para um tal estudo, a mais essencial de todas, é, evidentemente, ter a necessária mentalidade para compreender as doutrinas de que se trata, queremos dizer para compreendê-las verdadeira e profundamente; ora, eis aí uma aptidão que, salvo raras exceções, carece totalmente aos Ocidentais. Por outro lado, esta condição necessária poderia ser encarada ao mesmo tempo como suficiente, pois, quando é preenchida, os Orientais não têm a menor repugnância em comunicar seu pensamento tão completamente como é possível fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         Não tendo outro obstáculo real do que esse que acabamos de indicar, como ocorre então que os "orientalistas"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;wbr&gt;, isto é, os Ocidentais que se ocupam das coisas do Oriente, nunca o tenham superado ? Não poderíamos ser acusados de exagero ao afirmar que eles nunca o superaram de fato, quando se constata que não puderam produzir mais do que simples trabalhos de erudição, talvez apreciáveis sob um ponto de vista especial, mas sem nenhum interesse para a compreensão da menor idéia verdadeira. É que não basta conhecer uma língua gramaticalmente, nem ser capaz de fazer um termo a termo correto, para penetrar o espírito dessa língua e assimilar o pensamento daqueles que a falam e a escrevem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         Poder-se-ia mesmo ir mais longe e dizer que, quanto mais uma tradução é escrupulosamente literária, mais ela corre o risco de ser inexata na realidade e de corromper o pensamento, visto que não há equivalência verdadeira entre os termos de duas línguas diferentes, sobretudo quando essas línguas são bastante afastadas uma da outra, e afastadas não tanto filologicamente, mas em razão da diversidade das concepções dos povos que as utilizam; e é este último elemento que nenhuma erudição nunca conseguirá penetrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         É preciso para isto outra coisa do que uma vã "crítica de textos", estendendo-se a perder de vista sobre questões de detalhe, outra coisa do que métodos de gramáticos e "literatos", e mesmo do que um chamado "método histórico", aplicado a tudo indistintamente. Sem dúvida, os dicionários e as compilaç5es têm sua utilidade relativa, que não se trata de contestar, e não se pode dizer que todo esse esforço seja feito em vão, sobretudo quando se pensa que aqueles que o fornecem seriam mais comumente inaptos a produzir outra coisa; mas infelizmente, desde que a erudição se torna uma especialidade, ela tende a ser tomada como um fim em si mesma, no lugar de ser apenas um simples instrumento como ela deve sê-lo normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         É esta invasão da erudição e de seus métodos particulares que constitui um verdadeiro perigo, já que se arrisca a absorver aqueles que seriam talvez capazes de se dedicar a um outro gênero de trabalho, e já que o hábito desses métodos estreita o horizonte intelectual daqueles que a ele se submetem, impondo-lhes uma deformação irremediável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Observe-se ainda que não dissemos tudo, e nem mesmo tocamos no lado mais grave da questão: na produção dos orientalistas, os trabalhos de pura erudição são a parte mais embaraçosa certamente, mas não a mais nefasta; e, dizendo que não havia nada além disso, queríamos fazer entender nada além do que tivesse qualquer valor, mesmo de um alcance restrito. Alguns, na Alemanha especialmente, quiseram ir mais longe e, sempre pelos mesmos métodos que nesse caso não podem oferecer mais nada, fazer obra de interpretação, aí apresentando por acréscimo todo o conjunto de idéias preconcebidas que constitui sua própria mentalidade e com o partidarismo manifesto de encaixar as concepções com as quais eles se deparam nos quadros habituais do pensamento europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Em suma, o erro capital desses orientalistas, colocada a questão de método a parte, é de tudo encarar de seu ponto de vista ocidental e através de sua mentalidade própria, enquanto que a primeira condição para poder interpretar corretamente qualquer doutrina que seja é naturalmente fazer esforço para assimilá-la e para se colocar, tanto quanto possível, do ponto de vista daqueles mesmos que a conceberam. Dizemos tanto quanto possível, por que nem todos podem chegar lá igualmente, mas pelo menos todos podem tentá-lo; ora, bem além disso, o exclusivismo dos orientalistas de que falamos e seu espírito de sistema chegam até o ponto de levá-los, por uma incrível aberração, a se crer capazes de compreender as doutrinas orientais melhor do que os próprios Orientais: pretensão que só seria risível se não se aliasse a uma vontade bem determinada de "monopolizar" de qualquer modo os estudos em questão. E, de fato, fora desses especialistas, há na Europa, para tratar desses assuntos, apenas uma certa categoria de sonhadores extravagantes e de audaciosos charlatães que se poderia considerar como um grupo negligenciável, não fosse a influência deplorável que eles exercem sob diversos aspectos, como o exporemos de modo mais preciso no seu devido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     Para nos atermos aqui no que se refere aos orientalistas, os quais se pode denominar "oficiais", assinalaremos ainda, a título de observação preliminar, um dos abusos que permite freqüentemente o uso desse "método histórico" ao qual já fizemos alusão: e o erro que consiste em estudar as civilizaç5es orientais como se faria para civilizações desaparecidas há muito tempo. Neste último caso, é evidente que se é forçado, na falta de algo melhor, a se contentar com reconstituições aproximadas, sem nunca estar seguro de uma perfeita concordância com o que existiu realmente outrora, visto que não há nenhum meio de proceder a verificações diretas. Mas esquece-se que as civilizações orientais, pelo menos aquelas que nos interessam atualmente, perpetraram-&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;wbr&gt;se até nós sem interrupção, e que dispõem ainda de representantes autorizados, cujo parecer vale incomparavelmente mais, por sua compreensão, que toda a erudição do mundo; todavia, para cogitar em consultá-los não se deveria partir desse estranho princípio de que se sabe melhor do que eles ao se ater sobre o verdadeiro sentido de suas próprias concepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          Por outro lado, é preciso dizer também que os Orientais, tendo, e com toda razão, uma idéia antes pejorativa da intelectualidade européia, preocupam-se muito pouco com o que os Ocidentais, de um modo geral, podem pensar ou não a seu respeito; assim, eles não procuram de maneira alguma desenganá-los, e, bem ao contrário, pelo efeito de uma polidez um tanto desdenhosa, fecham-se num silêncio que a vaidade ocidental toma sem dificuldade como uma aprovação. E que o "proselitismo" é totalmente desconhecido no Oriente, onde ele não teria aliás objeto e só poderia ser encarado como uma prova de ignorância e de incompreensão pura e simples; o que diremos em seguida mostrará as razões disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          Quanto a este silêncio que alguns reprovam nos Orientais, e que é, no entanto, tão legítimo, só pode haver raras exceções, em favor de alguma individualidade isolada que apresente as qualificações requeridas e as atitudes intelectuais desejadas. Quanto aqueles que saem de sua reserva fora desse caso determinado, só se pode dizer uma coisa: é que eles representam em geral elementos muito pouco interessantes, que, por uma razão ou por outra, quase só expõem doutrinas deformadas sob pretexto de apropriá-las ao Ocidente; teremos ainda a ocasião de dizer algumas palavras sobre isso. O que queremos fazer compreender no momento, e o que indicamos desde o início, é que a mentalidade ocidental é a única responsável por tal situação, o que torna muito difícil o papel daquele mesmo que, tendo-se encontrado em condições excepcionais e tendo chegado a assimilar certas idéias, quer exprimi-las do modo mais inteligível, mas sem, todavia, corrompê-las: ele deve restringir-se a expor aquilo que compreendeu, na medida em que isso pode ser feito, abstendo-se atentamente de toda preocupação com a "vulgarização" e sem mesmo sustentar nisso o menor interesse em convencer quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Dissemos sobre isso o bastante para definir nitidamente nossas intenções; não desejamos absolutamente fazer aqui obra de erudição, e o ponto de vista no qual entendemos nos colocar é muito mais profundo do que o mencionado antes. A verdade não sendo para nós um fato histórico, nos importaria mesmo muito pouco, no fundo, determinar exatamente a proveniência desta ou daquela idéia que só nos interessa em suma porque, tendo-a compreendido, a sabemos ser verdadeira; mas determinadas indicações sobre o pensamento oriental podem permitir que alguns reflitam, e este simples resultado teria por si só uma importância insuspeita. Aliás, se mesmo este objetivo não pudesse ser atingido, teríamos ainda uma razão para realizar uma exposição deste gênero: seria de reconhecer de qualquer modo tudo o que devemos intelectualmente aos Orientais, do qual os Ocidentais nunca nos ofereceram o menor equivalente, mesmo parcial e incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Mostraremos logo de início, tão claramente quanto pudermos, e após algumas considerações preliminares indispensáveis, as diferenças essenciais e fundamentais que existem entre os modos gerais do pensamento oriental e aqueles do pensamento ocidental. Insistiremos em seguida mais especialmente sobre o que diz respeito ás doutrinas hindús, enquanto elas apresentam traços particulares que as distinguem das outras doutrinas orientais, se bem que todas tenham muitas características comuns para justificar no conjunto a oposição geral entre Oriente e Ocidente. Enfim, a respeito dessas doutrinas hindús, assinalaremos a insuficiência das interpretações que são correntes no Ocidente; deveremos mesmo, para algumas delas, apontar seus absurdos. Como conclusão deste estudo, indicaremos com todas as precauções necessárias as condições de uma aproximação intelectual entre o Oriente e o Ocidente, condições que, como é fácil prever, estão bem longe de ser atualmente preenchidas do lado ocidental; logo, só queremos mostrar aí uma possibilidade, sem acreditar que de modo algum ela seja suscetível de uma realização imediata ou simplesmente próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Century Gothic';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;René Guénon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;in Introduction Générale a l'Étude des Doctrines Hindoues   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-2353285965352685990?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/2353285965352685990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=2353285965352685990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2353285965352685990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2353285965352685990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2008/11/introduo-geral-ao-estudo-das-doutrinas.html' title='Introdução geral ao estudo das doutrinas hindus'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHgNuhdG1I/AAAAAAAAAJY/wXmXCSrRcCo/s72-c/A_Woman__s_Worth_by_RainfeatherPearl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-2113914004216099905</id><published>2007-04-23T10:12:00.001-03:00</published><updated>2007-04-23T10:12:29.386-03:00</updated><title type='text'>Gunas</title><content type='html'>A doutrina das três Gunas da Substância foi originalmente apresentada por Kapila, o grande sábio (ou Rishi) que é considerado o pai da Filosofia Samkhya. Posteriormente, contudo, a referência às três Gunas foi adoptada por outras escolas, em especial a da Yoga (como pode, aliás, ser observado em várias passagens dos Yoga Sutras de Patanjali). Utiliza-se com alguma frequência em obras de Esoterismo.&lt;br /&gt;A Palavra Guna significa qualidade, atributo ou modo. Sustentam os filósofos hindus que a Matéria ou Substância tem três qualidades ou atributos fundamentais, que são Sattva, Rajas e Tamas.&lt;br /&gt;Para compreendermos a natureza dessas três qualidades, é preciso, antes de tudo, ter em conta que, para a generalidade das escolas filosóficas que, nos dias gloriosos da Índia, floresceram no seu solo, não existe apenas Substância ou Matéria Física. Existe, também, substância ou matéria psicológica, nomeadamente a mental (chitta, assim é chamada), e a de natureza ainda mais ténue. Para os grandes filósofos hindus (como para a Sabedoria Oculta), existem vários graus ou planos de Substância (Prakriti ou Pradhana, que na Escola Samkkya são quase sinónimos, embora se costume usar Pradhana para designar a Substância homogénea, ainda indiferenciada), sendo, a mais densa ou material, a do mundo físico. E, ainda antes mesmo do nível mais subtil e primevo da Matéria Universal, existe a Raiz Pré-Cósmica da Substância: Mulaprakriti ou Avyakta. A exemplo das filosofias hindus, o Ocultismo não subscreve a confusão vigente na religiosidade e psicologias orientais, onde se identifica mente com espírito, e suprafísico com espiritual, com todos os erros, equívocos e insuficiências que daí derivam.&lt;br /&gt;Começando de baixo para cima, quer dizer, dos planos mais densos e inferiores para os mais elevados e subtis, pode afirmar-se o seguinte:&lt;br /&gt;• No nível físico, Sattva é harmonia; Rajas é actividade; Tamas é inércia.&lt;br /&gt;• No nível mental, Sattva é verdade; Rajas é paixão; Tamas é indiferença.&lt;br /&gt;Se repararmos bem, não é difícil correlacionar, em termos mentais, as três Gunas com a sucessão, postulada por Hegel, de Tese (Tamas…), Antítese (Rajas…) e Síntese (Sattva).&lt;br /&gt;Por sua vez, nos níveis físicos, podemos correlacionar Tamas com o Corpúsculo ou a Partícula, e Rajas com a Onda (na dicotomia Partícula/Corpúsculo vs. Onda, da Física moderna) ou, então 1, Tamas com a Matéria e Rajas com a Energia; e, em qualquer dos casos, Sattva com a(s) lei(s) que tudo rege(m).&lt;br /&gt;As três Gunas estão naturalmente em correspondência com todas as tríades do Universo, desde a Trindade Divina ou Trimurti (actualmente, no hinduísmo, Shiva, Vishnu e Brahma; no passado Surya, Vayu e Agni) até aos chamados três mundos: Bhur (terra), Bhuvar (região intermédia) e Svar (céu).&lt;br /&gt;“Na matéria caótica ou não-manifestada [Mulaprakriti ou Avyakta], as três Gunas encontram-se em perfeito equilíbrio e, então, todas as potências e energias que aparecem no Universo manifestado repousam numa inactividade comparável à de uma semente; porém, quando se rompe tal equilíbrio, produz-se uma forma, uma manifestação, e toda a manifestação ou forma é produto da Prakriti em que há predomínio de uma das gunas  sobre as duas restantes [ou de duas delas sobre a restante]. Nem Sattva nem Tamas podem por si sós entrar em actividade; requerem o impulso do motor e da acção (Rajas) para se colocar em movimento e desenvolver as suas propriedades características” 2.&lt;br /&gt;Vemos, deste modo, como é sempre a paixão ou desejo que catapulta para a manifestação (e, assim, para o fenómeno encarnativo, por via do apego), rompendo a unidade ou homogeneidade primordial. Cessa o Estado de Pralaya, de Abstracção ou Repouso. A partir daí, os dois grandes pólos da Natureza, segundo a Filosofia Samkhya, isto é, o Espírito (Purusha) e a Matéria ou Substância (Prakriti) “agindo sobre as três Gunas – e, então, fala-se às vezes dos ‘Cinco Grandes Elementos’ – são a base e a causa do Universo fenomenal em todas as numerosas e constantemente mutáveis formas e aparências” 3. Purusha energiza Prakriti através das três Gunas, procedendo de Prakriti os Tattvas ou princípios 4.&lt;br /&gt;Constatamos, igualmente, como todo o ser, todo o fenómeno ou toda a movimentação existente no universo manifestado correspondem à expressão predominante de uma ou duas das Gunas. É assim com o ser humano e com cada um dos seus pensamentos, sentimentos, acções, palavras, escolhas ou degraus evolutivos; é assim com os animais ou as plantas; é assim com todas as formas materiais.&lt;br /&gt;É relativamente fácil reconhecer o homem tamásico: caracteriza-se pela sua letargia, pela sua insensibilidade, pela lentidão e inanidade das reacções psicológicas, pela reacção quase exclusiva a estímulos brutais ou grosseiros, que são aqueles que lhe agradam e despertam interesse. É o néscio conformado.&lt;br /&gt;Este tipo de ser humano vai ser oportuna e progressivamente despertado pelos choques rajásicos que, nesse sentido, são úteis e necessários. O homem rajásico, que hoje predomina, sobretudo, nos meios mais urbanos e cosmopolitas, é ávido, passional e egoísta, insaciável na busca de coisas para o seu eu pessoal, sempre agitado e excitado, embora à superfície, pelos impactos externos. De certa forma, está muito vivo (às vezes num turbilhão) mas à flor da pele. É activo no sentido de reactivo. O seu pensamento é predominantemente desordenado, incapaz de uma síntese essencial. Julga-se inteligente mas está perdido na ilusão. Está polarizado nos níveis do Kama-Manas, ou seja, da Alma Animal, da mente (Manas) escravizada pelo desejo egotista (Kama). A civilização contemporânea é eminentemente rajásica…&lt;br /&gt;O homem sáttvico é um tipo humano superior, mais interiorizado, capaz de encontrar uma síntese lúcida no meio dos impactos externos, dos quais se vai deixando de tornar dependente. É o homem que encontra os Valores da Harmonia, da Justiça, da Verdade, da Sabedoria, e que se desapega das coisas que satisfazem o desejo egoísta. É o homem polarizado nos níveis superiores do Mental, em Buddhi-Manas, ou seja, a Mente (Manas) iluminada por Buddhi (Razão Pura, Discernimento, Intuição). Pelo exposto, é uma raridade…&lt;br /&gt;Em alguns dos escritos mais sagrados ou valiosos da literatura hindu encontramos a caracterização das três Gunas e dos três correspondentes tipos de homem, bem como das respectivas posturas, dos alimentos preferidos, das inclinações e motivações de tipo religioso, dos estágios evolutivos e das conexões kármicas. Vale a pena reproduzir alguns extractos, dado o seu carácter instrutivo e iluminador.&lt;br /&gt;Assim, no Capítulo XIV do Bhagavad Gita 5, podemos ler:&lt;br /&gt;“5. A Matéria tem três qualidades, princípios ou gunas, que se chamam: Sattva ou Harmonia, Rajas ou Movimento, e Tamas ou Inércia. Estes três atributos vinculam a alma ao corpo ou o Espírito à Matéria.&lt;br /&gt;6. Os seus vínculos são diferentes mas todos são vínculos. Sattva, a Harmonia, sendo pura e imaculada, vincula a alma pelo amor ao conhecimento e à harmonia. Quem está em seu poder, renasce por causa dos vínculos que o prendem ao saber e à beleza.&lt;br /&gt;7. Rajas, a Emoção, é a natureza passional, o desejo que vincula a alma, incitando-a a ocupar-se da acção e dos objectos, e levando-a ao renascimento pelo apego à acção.&lt;br /&gt;8. Tamas, a inércia, vincula a alma pelos laços da negligência, apatia e preguiça.&lt;br /&gt;9. Sattva prende à felicidade; Rajas liga à acção; mas Tamas, obscurecendo a recta percepção, encadeia os mortais à indolência.&lt;br /&gt;10. Quando o homem venceu Tamas e Rajas, reina nele Sattva só. Quando desapareceu Rajas e Sattva, domina Tamas. E quando declinam Tamas e Sattva, governa Rajas.&lt;br /&gt;11. Vendo a Sabedoria manifestada em alguém, sabe-se que Sattva é o guna que o domina.&lt;br /&gt;12. Onde se vê avidez, obstinação, muita actividade, agitação e desejo, ali Rajas exerce o seu poder.&lt;br /&gt;13. Quando aparece estupidez, preguiça, vaidade e falta de ideias, Tamas está no trono.&lt;br /&gt;14. Se na hora da sua morte prevalece a Harmonia, o homem vai para os imaculados mundos dos grandes Sábios.&lt;br /&gt;15. Mas se predomina a Emoção, renasce o homem entre os inclinados à acção. E se na Inércia desaparece, volta a nascer entre os ignorantes.&lt;br /&gt;16. O fruto de uma boa acção é puro e harmónico; o fruto da Emoção é, em verdade, sofrimento, e o da Inércia é ignorância.&lt;br /&gt;17. Da Harmonia procede o Conhecimento; da Emoção, o Desejo, e da Inércia, o erro, a ignorância, a preguiça.&lt;br /&gt;18. Os que estão situados na Harmonia, ascendem ao alto; os activos moram na região intermediária, e os inertes se afundam nas mais vis qualidades”.&lt;br /&gt;Mais adiante, no Discurso XVII, encontramos o seguinte:&lt;br /&gt;“7. De três espécies são os alimentos apreciados pelos homens, e também de três géneros são os sacrifícios, as austeridades e as esmolas. Escuta como se distinguem:&lt;br /&gt;8. O alimento mais agradável ao homem puro (sáttvico) é aquele que aumenta a vitalidade, o vigor, a saúde, preserva da doença e traz o contentamento e calma mentais. Tal alimento tem bom sabor, mata a fome, não é nem demasiado amargo, nem demasiado azedo, nem salgado demais, nem muito quente, picante ou adstringente.&lt;br /&gt;9. Os homens rajásicos preferem o que é amargo, azedo, ardente, picante, bem salgado e fortemente temperado, que lhes excita o apetite e estimula o paladar, porém que, finalmente, lhes acarreta moléstias, dores e enfermidades.&lt;br /&gt;10. Aos homens tamásicos apetece alimento rançoso, estragado, insulso, putrefacto, corrompido e ainda as sobras de comida e outras imundícies.&lt;br /&gt;11. Quanto aos sacrifícios e oferendas, eis a distinção: o homem sáttvico oferece o sacrifício conforme as prescrições das Escrituras, sem desejar recompensas, firmemente convencido de que está cumprindo um dever.&lt;br /&gt;12. O homem rajásico adora e oferece sacrifícios com a esperança de obter uma vantagem, preferência, prémio ou recompensa, ou por motivos de vaidade ou ostentação.&lt;br /&gt;13. O tamásico pratica os actos de adoração e apresenta oferendas sem devoção, sem pensamento e reverência, só porque quer seguir o costume.&lt;br /&gt;14. Eis agora as três espécies de penitência, que são: a penitência corporal, lingual e mental. A penitência corporal consiste em respeitar os seres celestes, os homens santos, os Mestres e guias do conhecimento, os sábios; e ser honesto, recto, casto e manso.&lt;br /&gt;15. A penitência lingual consiste em prece silenciosa, e em falar com gentileza e mansidão, afavelmente, evitando todas as palavras ofensivas, dizendo o que é verdadeiro e justo.&lt;br /&gt;16. A penitência mental consiste no contentamento e na igualdade de ânimo, têmpera moderada, discrição, devotamento, domínio das paixões e pureza da alma.&lt;br /&gt;17. Estas três espécies de penitência, praticadas com boa fé pelos homens e sem motivações egoístas, pertencem a Sattva.&lt;br /&gt;18. A penitência praticada pelos hipócritas e com a esperança de obter vantagens pessoais, honra e boa fama, pertence a Rajas; tal penitência é incerta e inconstante.&lt;br /&gt;19. A penitência, motivada por algum fim insensato, para atormentar-se a si mesmo ou fazer mal aos outros, pertence a Tamas.&lt;br /&gt;20. Quanto à prática da caridade, também é de três modos. Quando, no momento próprio, se dá esmola ou auxílio a uma pessoa necessitada, que não pode retribuí-lo, movido pelo sentimento de dever, em lugar e tempo próprios, é um acto sáttvico.&lt;br /&gt;21. Quando se dá um presente com a esperança de obter, por isso, recompensa ou vantagem, ou quando se dá com repugnância, é um acto rajásico.&lt;br /&gt;22. E quando se dá esmola sem afabilidade, com desprezo, em lugar e tempo impróprio, ou quando se dá a quem não a justifica, é um acto tamásico” 6.&lt;br /&gt;Por sua vez, no Viveka Chudamani (“A Jóia Suprema do Discernimento”) 7, obra prima de Shankara 8, o grande Mestre advaitista, podemos aprender o que se segue:&lt;br /&gt;“110 – A suprema Maya, de onde nasce todo este Universo, que é Parameshashakti (o poder do supremo Brahman) chamada Avyakta (imanifestado), é avidya que existe desde o princípio, sendo constituída pelas três gunas. Deve ser inferida, através dos seus efeitos, pela nossa clara inteligência.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;112 – Os efeitos de Maya podem ser destruídos pela compreensão de Brahman não dual, assim como a ilusão de quem julga ver uma serpente é destruída pela constatação de que é apenas uma corda. As qualidades da matéria são chamadas rajas, tamas e sattva e são conhecidas pelos seus efeitos.&lt;br /&gt;113 – O poder de rajas é extensão (Viksepa), que é a essência da acção, e onde são produzidas as tendências preexistentes da acção e as modificações da mente conhecidas como apego e outras qualidades produtoras do sofrimento, sempre criadas por ela.&lt;br /&gt;114 – Luxúria, ira, ganância, arrogância, malícia, aversão, personalismo, ciúmes e inveja são as terríveis propriedades de Rajas; portanto, essa qualidade cria a inclinação à acção; por essa razão, Rajas é causa do apego.&lt;br /&gt;115 – O poder de Tamas é chamado avriti (envolvente) devido ao qual uma coisa aparece como outra. É essa força que é a causa última da existência condicionada do ego e é também a causa excitante para a operação da força de extensão (viksepa).&lt;br /&gt;116 – Mesmo que sejamos inteligentes, instruídos, peritos, extremamente acurados no auto-exame e adequadamente treinados de várias maneiras, não podemos exercer o discernimento se estivermos envolvidos por Tamas. Mas, devido à ignorância, consideramos como real o que nasce do erro e depende das propriedades dos objectos produzidos pelo erro. Ai daqueles! Grande é o envolvente e irresistível poder de Tamas!&lt;br /&gt;117 – Ausência de recta percepção, pensamento contraditório, pensamento de possibilidades, tomar coisas sem substância como sendo substanciais, pertencem a Tamas. Aquele que está associado com Tamas está a ser perpetuamente levado pelo poder expansivo (Rajas).&lt;br /&gt;118 – Ignorância, preguiça, embotamento, sono, ilusão, insensatez e outras, são as qualidades de tamas. Aquele que é por elas possuído nada percebe correctamente, e permanece profundamente adormecido como um poste.&lt;br /&gt;119 – O puro Sattva, mesmo que misturado com as outras duas qualidades (Rajas e Tamas), tal qual a mistura de dois líquidos diferentes, torna-se o meio de salvação; pois é o reflexo do Ser absoluto (Espírito supremo) recebido por Sattva, tal qual o Sol revela o universo dos objectos.&lt;br /&gt;120 – As propriedades de Sattva misturado são o auto-respeito, Niyama (pureza), Yama (não matar, veracidade), reverência, consideração, vontade de se libertar, atributos divinos e abstenção do mal”.&lt;br /&gt;José Manuel Anacleto&lt;br /&gt;Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;1 “Os Sete Raios”, de Ernest Wood (Ed. Pensamento, S. Paulo).&lt;br /&gt;2 “O Glossário Teosófico”, de Helena Blavatsky (Ed. Ground, S. Paulo).&lt;br /&gt;3 “As Doutrinas Esotéricas das Filosofias e Religiões da Índia”, de Iogue Ramacharaca (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1978).&lt;br /&gt;4 Estes Tattwas, ou princípios, em número de 23, são os seguintes:&lt;br /&gt;* O Buddhitattva, ou princípio de consciência determinativa, de entendimento lúcido, o qual procede da Prakriti indiferenciada; deste, por sua, vez procede:&lt;br /&gt;* O princípio de Ahamkara, ou consciência de si próprio, que envolve a discriminação entre “Eu” e “Não-eu”; deste princípio, por seu turno, procedem as seguintes três classes de Tattvas:&lt;br /&gt;– Os cinco Tanamatras, ou elementos subtis da natureza, a saber: o etéreo, o aéreo, o ígneo, o aquoso e o térreo. Da combinação entre si destes elementos subtis, exsurgem os cinco elementos grosseiros da natureza, a saber: Akasha ou Éter, Ar, Fogo, Água e Terra. Da sua combinação, por sua vez, resulta o mundo material.&lt;br /&gt;– O organismo físico, que se manifesta nos cinco sentidos: a vista, o ouvido, o olfacto, o paladar e o tacto. E também os órgãos físicos que governam os cinco instrumentos de acção (Karmendriyâni), que são: os órgãos da palavra, as mãos, os pés, os órgãos de excreção e os genitais.&lt;br /&gt;– O Manas, ou a substância e energia mental, que se manifesta como a função deliberativa da mente e que  inclui a imaginação.&lt;br /&gt;(Note-se que, fora da Filosofia Samkhya, existem outras classificações dos Tattvas, nomeadamente a do Esoterismo Oriental, que começa com o Aditattva e segue com o Anupapapadakattattva. Adi significa “primevo”, o mais elevado, e Anupapadaka significa “sem progenitores”).&lt;br /&gt;5 O Bhagavad Gita, que é considerado um Upanishad, integrando, pois, a Sruti ou Revelação do Sanatana-Dharma (que, de modo geral, embora impropriamente, chamamos hinduísmo) é um repositório de grandes escolas Filosóficas (ou Darshanas) da Índia, lidando com conceitos fundamentais das Filosofias Samkhya, Yoga e Vedanta, e comparando-os explícita ou implicitamente.&lt;br /&gt;6 Utilizámos a tradução livre de Francisco Valdomiro Lorenz (Ed. Pensamento, S. Paulo). No entanto, aqui e acolá, recorremos à tradução (para Inglês), mais rigorosa e recomendável, de William Quan Judge (Theosophy Company, Bombaim, 1965).&lt;br /&gt;7 Cfr., entre outras edições, a da Editora Teosófica, como comentários de Murillo de Azevedo (Brasília, 1992).&lt;br /&gt;8 Grafamos, às vezes, Shankaracharya, que significa “O Mestre” (Acharya) “Shankara”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-2113914004216099905?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/2113914004216099905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=2113914004216099905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2113914004216099905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/2113914004216099905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2007/04/gunas.html' title='Gunas'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-116794752348261279</id><published>2007-01-04T19:46:00.000-02:00</published><updated>2007-01-04T19:52:03.493-02:00</updated><title type='text'>O MITO DE KALI</title><content type='html'>&lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016294954959491858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11rx7x0xI/AAAAAAAAAKg/niNRz9Nat0E/s400/vertigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Índia, fenômenos e narrativas associadas ao vampirismo estão entre as mais antigas registradas na história das civilizações. Essas narrativas fazem parte do mito de Kali, uma divindade tântrica. O Tantrismo é uma escola doutrinária de magia que se utiliza de práticas iogues sexuais como instrumento de manipulação de energias vitais.&lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016294959254459170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11sB7x0yI/AAAAAAAAAKo/DtidCDdTJ-A/s400/spiral-wallpaper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem do culto à deusa Kali está situada em tempos imemoriais. Conta a lenda que durante uma batalha entre a deusa Durga e o demônio Raktabija, Kali fez sua primeira aparição. O terrível Raktabija haviaacuado Durga com um maléfico poder: cada gota derramada de seu sangue transformava-se em novo demônio, igual a Raktabija em força e aparência. &lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016294959254459186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11sB7x0zI/AAAAAAAAAKw/c2-KyHyui7A/s400/twochicks.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cercada por estes clones, Durga se viu sem saída; foi quando, surgida das trvas, Kali se apresentou e atacou o demônio de maneira singular: vampirizando-o, cravandosuas longas presas douradas no pescoço de Raktabija drenou e ingeriu todo o sangue encantado. Depois, voltando-se para os clones, devorou-os um a um.&lt;br /&gt;A partir dessa lenda, o mito de Kali instaurou-se e consolidou-se em numerosas seitas de adoradores que construiram seus templos em locais distantes das vilas e próximos aos locais de cremação. Kali estava definivamente associada à morte e ao signo do sangue.&lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016294963549426498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11sR7x00I/AAAAAAAAAK4/eLzeYZKLN5s/s400/kali.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por causa do apetite sanguinário da deusa, remanescente de seu confronto com o demônio Raktabija, surgiram os rituais de sacrificios humanos oferecidos em troca de proteção em situações de guerra, quando e contra inimigos pessoais. &lt;br /&gt;Um dia, porém, indignado com a crueldade dos rituais, um rei chamado Vikram resolveu proibir e punir semelhantes cultos. Ultrajada, Kali determinou-se à vingança. Tomando aparência de belíssima jovem, seduzu o rei Vikram e ficou grávida. Kali pretendia humilhar o rei com o fruto de suas relações mas a criança nasceu semi-morta. &lt;br /&gt;Inconformada, a deusa rasgou o próprio seio e alimentou o bebê com seu sangue poderoso e imortal. O menino sobreviveu e recebeu o nome de Dakini. Por isso, até hoje, os seguidores de Kali são chamados dakinis – os filhos de Kali, os vampros indianos.&lt;a href="http://bhrahmanismo.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016294963549426514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11sR7x01I/AAAAAAAAALA/NRw1Os2oeeQ/s400/kali-400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dakini teve 13 filhos que teriam dado origem aos 13 clãs vampíricos, atualmente dispersos pelo mundo e dos quais, somente nove têm seus nomes de tradição conhecidos. Os 13 filhos de Dakini são também denominados Antediluvianos – ou seja, teriam existido numa época anterior ao famoso Dilúvio Bíblico, mencionado em diferentes teologias e confirmado pelas pesquisas arqueológicas e geo-físicas contemporâneas. Ainda de acordo com a crença popular, os devotos de Kali recebem como dádivas poderes paranormais e a garantia de uma morte sem sofrimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-116794752348261279?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://wahlhall.blogspot.com/' title='O MITO DE KALI'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/116794752348261279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=116794752348261279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/116794752348261279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/116794752348261279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2007/01/o-mito-de-kali.html' title='O MITO DE KALI'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZ11rx7x0xI/AAAAAAAAAKg/niNRz9Nat0E/s72-c/vertigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-116309161523402604</id><published>2006-11-09T14:51:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T15:00:15.246-02:00</updated><title type='text'>Os Chakras, MEDITANDO COM OS CHAKRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5197/3657/400/corpo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  Os Grandes Chakras  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; 1 - Chakra Básico;     &lt;br /&gt; 2 - Chakra Esplênico;    &lt;br /&gt; 3 - Chakra Umbilical;    &lt;br /&gt; 4 - Chakra Cardíaco;     &lt;br /&gt; 5 - Chakra Laríngeo;     &lt;br /&gt; 6 - Chakra Frontal;     &lt;br /&gt; 7 - Chakra Coronário  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os chakras são vórtices energéticos, através dos quais os corpos bioenergéticos dos seres vivos aborvem energias provenientes do mundo exterior.&lt;br /&gt; Existe um número enorme de chakras espalhado pelo corpo, porém, vamos apenas destacar sete deles, que são considerados os “grandes chakras” e que nos interessam neste nosso treinamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes chakras são os seguintes:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chakra Básico&lt;br /&gt;Está localizado na base do cócix (base da espinha dorsal) e relaciona-se com as glândulas reprodutoras e sexuais. Este é o vórtice por onde o corpo recebe as energias telúricas, ou seja, provenientes do centro da terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Esplênico&lt;br /&gt; Está localizado na região do baço, do lado esquerdo do corpo. Muitos o consideram como o Dínamo do Corpo pois sua função é especializar, subdividir e difundir a vitalidade absorvida da energia do ambiente (prana) e da energia irradiada pelo sol.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Umbilical&lt;br /&gt; Está localizado no plexo solar, um pouco acima do umbigo e está ligado ao pâncreas.&lt;br /&gt; Está, também, intimamente relacionado com as emoções e por ser o responsável pela energização do sistema digestivo, muitos o consideram como o centro das emoções inferiores&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Cardíaco&lt;br /&gt; Está localizado no peito, bem na ponta do osso externo e está ligado à glândula do timo.&lt;br /&gt; Este chakra é o responsável pela irrigação energética do coração. Ele é profundamente afetado por qualquer alteração ou desequilíbrio emocional, portanto, é o local mais vulnerável do ser  humano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Laríngeo&lt;br /&gt; Está localizado na garganta e está ligado à glândula tireóide.&lt;br /&gt; Este é o chakra responsável pela irrigação energética da região da garganta, abrangendo a boca e o aparelho respiratório.&lt;br /&gt; Ele é também considerado como o chakra da comunicação, da linguagem do inter-relacionamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Frontal&lt;br /&gt; Está situado na fronte, um pouco acima das sobrancelhas e está ligado à glândula hipófise.&lt;br /&gt; Este é o chakra responsável pela irrigação energética da região dos olhos. Muitos o consideram como o terceiro olho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Chakra Coronário&lt;br /&gt; Está situado no topo da cabeça e está ligado à glândula pineal.&lt;br /&gt; É o chakra mais importante do  corpo humano, pois é o responsável pela irrigação energética do cérebro.&lt;br /&gt; Ele é o canal de absorção da energia cósmica.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5197/3657/400/Chacras.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meditação Para A Estimulação dos Chakras&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estes chakras entram numa frequência superior à comum, o indivíduo começa a manifestar suas faculdades psíquicas latentes.&lt;br /&gt;Podemos estimular cada chakra individualmente, dependendo da necessidade do momento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta meditação é efetuada sobre telas específicas.&lt;br /&gt;Continua....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Amor tenet omnia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://br.groups.yahoo.com/group/portaldosesotericos/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-116309161523402604?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://asgardh.blogspot.com/' title='Os Chakras, MEDITANDO COM OS CHAKRAS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/116309161523402604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=116309161523402604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/116309161523402604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/116309161523402604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/11/os-chakras-meditando-com-os-chakras.html' title='Os Chakras, MEDITANDO COM OS CHAKRAS'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-115939788121029702</id><published>2006-09-27T19:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T19:58:01.583-03:00</updated><title type='text'>DEUSES HINDUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/2005-in-odissi294x267.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/2005-in-odissi294x267.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.&lt;br /&gt;A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significava extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.&lt;br /&gt;Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características: &lt;br /&gt;Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.&lt;br /&gt;Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.&lt;br /&gt;Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.&lt;br /&gt;Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.&lt;br /&gt;Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.&lt;br /&gt;Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.&lt;br /&gt;Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.&lt;br /&gt;Kartiqueia (ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/H.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/H.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.&lt;br /&gt;Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.&lt;br /&gt;Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.&lt;br /&gt;Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.&lt;br /&gt;Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.&lt;br /&gt;Narasima, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.&lt;br /&gt;Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.&lt;br /&gt;Parasurama, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.&lt;br /&gt;Rama, O herói da epopéia literário-religiosa "O Ramaiana", foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica. &lt;br /&gt;Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.&lt;br /&gt;Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/2005-in-bharata252x260.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/2005-in-bharata252x260.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.&lt;br /&gt;Sita, mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.&lt;br /&gt;Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita "medir o mundo", medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.&lt;br /&gt;Garuda, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-115939788121029702?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/115939788121029702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=115939788121029702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115939788121029702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115939788121029702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/09/deuses-hindus.html' title='DEUSES HINDUS'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-115119143387116018</id><published>2006-06-24T20:21:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T20:23:53.890-03:00</updated><title type='text'>O que é o Yoga?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/dd_nakedyoga01.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/dd_nakedyoga01.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é o Yoga? Essa é uma pergunta que aprendi a temer, porque é impossível respondê-la em poucas palavras. Dizer, por exemplo, que o Yoga é a ciência do ser e a arte do existir é uma resposta precisa e poética. Todavia, para que venha a ser compreendida por um leigo, será necessário acrescentar um longo comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo primordial do Yoga é levar-nos, através de técnicas tanto físicas quanto psíquicas, a vivenciar estados do ser que se situam além da atividade mental que opera com palavras e idéias: além dos pensamentos, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, logo aqui, nos deparamos com uma grande dificuldade em relação aos conceitos, pois, para o ocidental, o que se situa além da atividade mental pensante é o inconsciente, enquanto que, para o Yoga, o que fica além dos pensamentos é o reino da consciência pura, do qual a mente ordinária deveria ser apenas um canal de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa divergência radical encontra eco nas diferentes versões de Freud e Jung sobre o inconsciente. Freud descreveu um inconsciente conflituoso e problemático que, subliminarmente, controla nossos atos à nossa revelia. Um sabotador. Muitas vezes, um inimigo. Jung descreveu um inconsciente vasto e sábio, que chamou de Si Mesmo (no original alemão Selbst; no inglês, geralmente adotado o termo Self). Para Jung, o inconsciente age como um guia, enviando-nos mensagens esclarecedoras e orientadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Yoga ambos estão certos, mas falam de coisas diferentes. Jung fala de um inconsciente que sabe mais do que o consciente, um inconsciente que não apenas está além da consciência ordinária, mas que se situa acima dela, embora ele não fizesse essa distinção. O Yoga afirma que essa é a verdadeira consciência, da qual a outra, a pensante, é o sistema de operacionalização. Vamos chamá-la de consciência espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconsciente de Freud é realmente o subconsciente, como ele inicialmente o denominou. A função legítima do subconsciente é funcionar como um arquivo e poupar-nos da necessidade de manter a atenção nos processos repetitivos e rotineiros, como dirigir um carro ou datilografar. Tudo aquilo que está arquivado no subconsciente deveria poder ser trazido ao consciente, sem dificuldade. O subconsciente problemático é constituído por experiências e percepções que implicariam em conflito, e que banimos da consciência porque não nos sentíamos preparados para encará-los e resolvê-los. Como afastá-lo da consciência não significa eliminá-lo, o problema continua existindo, embora fora do nosso alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga diz que o subconsciente é a morada dos samskáras e das vásanás, as impressões e tendências subconscientes que modelam o nosso caráter. Purificar nossa mente dos conflitos porventura existentes entre o subconsciente, a mente racional e a consciência espiritual é o papel do Kriyá Yoga, tal como descrito por Pátañjali, codificador do Yoga mental, o Rája Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de purificação é indispensável para que não façamos confusão entre as intuições que vêm do supramental e os conteúdos que vêm do subconsciente. Para que não confundamos aquilo que é fruto de uma sabedoria superior com aquilo que é irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo desse Yoga é colocar-nos em contato com as raízes do nosso ser que, diferentemente das raízes vegetais, ficam acima e não abaixo da copa. Essa árvore mítica tem, em sânscrito, o nome de ashvattha. Suas raízes são supramentais e constituem uma forma de consciência superior à consciência ordinária. Trata-se de uma consciência espiritual capaz de discernir o sentido evolutivo da vida e decidir sobre valores: o que é bem, o que é mal e porque. É profundamente diferente da consciência mental, cuja lógica racional pode apenas detectar incoerências e operacionalizar ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda ação depende de decisões prévias, e toda decisão é tomada a partir de um sistema de valores. Quando esse esquema de valores não é providenciado pela consciência espiritual, será formulado sob a influência dos desejos emocionais e instintivos que provêm de níveis do ser hierarquicamente inferiores à razão. Essa inversão é responsável pelo estado dividido e conflituoso de nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atingir a grande meta do Yoga e vivenciar a consciência supramental, é necessário realizar previamente uma ampla tarefa, clareando a consciência nos diversos níveis do ser, compatibilizando e hierarquizando sua expressão, de modo que ela possa desempenhar suas funções sem repressão e sem abuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga significa união: a união entre instinto, emoção e razão; união da consciência mental com a consciência espiritual. Usando uma linguagem ocidental, a união do ego com o Si Mesmo (ou Self), no que Jung chamou de processo de individuação ou realização da função transcendente, conforme sua terminologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga também significa jugo, ou seja, a manifestação organizada e hierarquizada do ser, sem inversões de comando, para que a razão governe sobre a emoção e o instinto, e para que os objetivos concretos não se sobreponham aos valores abstratos de uma verdadeira ética espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga significa também um estado transcendente além dos vrittis (ondas mentais, pensamentos); significa a dimensão infinita do ser, o eterno agora onde o silêncio é a única resposta de uma presença inexprimível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vemos, não é fácil encontrar uma definição que abranja tudo aquilo que o Yoga é, porque o Yoga é uma prática e um objetivo que engloba o ser do homem em toda a sua complexidade orgânica, psíquica e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto técnica, o Yoga é também globalizante, porque trabalha com todos os níveis da consciência humana: o corpo, a energia vital, as emoções, o pensamento cotidiano, o pensamento abstrato e a intuição. Existem diversos ramos de Yoga, porque existem pessoas com aptidões diferenciadas e temperamentos diversos. Cada um desses ramos trabalha com um nível do ser, aquele com a qual a pessoa tem mais afinidade e com aquilo que representa a linha de menor resistência para ela. Essa característica, que representa uma grande vantagem prática, e é fruto de uma sabedoria que reconhece a diversidade dos seres humanos e de suas necessidades específicas, tem contribuído para confundir as pessoas que adotam uma abordagem superficial a respeito do Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos muito freqüentemente sistemas filosóficos ou religiosos que pretendem uma abordagem única e uniformizante, o que conduz à exclusão ou perseguição daqueles cuja própria maneira de ser torna difícil, ou até mesmo impossível, a aceitação daquele caminho. O Yoga compreende que podemos atingir a mesma meta vindo por caminhos que parecem diametralmente oportos, mas que, na verdade, são compatíveis e complementares, vistos a partir de uma perspectiva mais ampla e menos sectária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil para os ocidentais compreender aquilo que o Yoga é. Está muito distante de sua cultura. Assim, confundem o Yoga com ginástica, quando vêem o Hatha Yoga, e confundem-no com religião quando vêem o Bhakti Yoga. Fazem essas analogias porque lembram-se de algo que já conhecem, pertencente ao seu universo mental. Assim, é oportuno esclarecer alguns dos lugares-comuns sobre o Yoga, já que muitas pessoas têm dele uma impressão completamente falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga não é uma ginástica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato de existirem muitas academias de Hatha Yoga - a linha do Yoga que lida com o corpo físico -, pensa-se que o Yoga seja uma modalidade esportiva com sabor oriental. Isso é uma grande distorção, favorecida pelo fato de a maioria das academias - que deveriam chamar-se escolas - praticarem apenas ásanas (posturas), em vez do Hatha Yoga completo, que compreende também kriyás, bandhas e ásanas, de que falaremos a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hatha Yoga trata, basicamente, da circulação da energia vital (prána) em nosso corpo. Sua finalidade é limpar e desimpedir os "canais" sutis de circulação dessa energia (nádís), de modo a facilitar a comunicação entre a mente e o corpo, tornando-o um veículo adequado às energias mentais mais delicadas, abstratas e espirituais. Paralelamente, o Hatha Yoga procura favorecer o bom funcionamento orgânico, para que o corpo goze de um bom estado de saúde e conserve a vitalidade por mais tempo. É por isso que, na Índia, a parte do Hatha Yoga considerada mais importante não são os ásanas, mas os kriyás, que são técnicas de purificação e limpeza dos órgãos internos, principalmente daqueles que compõem o sistema de eliminação de toxinas, impurezas e resíduos de nosso corpo. A prática dos kriyás, pelo Hatha Yoga, não deve ser confundida com o Kriyá Yoga, que trata da purificação da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de uma determinada idade, passamos a acumular mais impurezas do que conseguimos eliminar. Elas deixam o corpo intoxicado e a mente entorpecida para a percepção dos estados sutis, dificultando a prática da meditação. Essa também é uma das causas do desgaste orgânico, envelhecimento e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado de pureza do corpo depende do que ingerimos: ar, água, alimentos, bebidas, remédios e substâncias químicas não naturais, e da maneira pela qual processamos e eliminamos os resíduos: através da respiração, pela pele, fígado, rins e intestinos. Daí a importância dos hábitos alimentares e respiratórios e dos métodos curativos que empregamos, bem como da prática dos kriyas, técnicas de limpeza das vias respiratórias, do estômago, dos intestinos, etc. A prática de ásanas sem a mudança dos hábitos alimentares e sem a prática simultânea de kriyás não pode ser considerada uma prática completa de Hatha Yoga, embora, mesmo assim, traga benefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ásanas são posições estáticas que atuam sobre a circulação da energia vital, estimulando áreas específicas do corpo, principalmente órgãos e glândulas. Seu objetivo é o bom funcionamento orgânico dos sistemas respiratório, digestivo, circulatório, nervoso, reprodutor e eliminador de resíduos. Promove a flexibilidade das articulações e o alongamento muscular, proporcionando uma boa postura da coluna vertebral, importante para a livre circulação do prána, a energia sutil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nádís, que são os canais por onde circula o prána, têm uma afinidade com as células nervosas que, de todas as células do corpo, são aquelas naturalmente equipadas para captá-lo e servir-lhe de suporte físico. Daí a importância da coluna e da medula espinhal, suporte das nádís principais: idá, o circuito negativo, receptivo, pingalá, o circuito ativante, positivo, e sushumná, a nádí central, que representa o equilíbrio entre os opostos e o psico-físico, a perfeita integração da consciência e da fisiologia. A prática dos ásanas mobiliza os músculos, mas seu objetivo não é o desempenho muscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandhas são compressões profundas que atuam como massagem interna em órgãos e glândulas, mas cujo verdadeiro papel é o de bloquear a passagem da energia, de modo que esta se acumule em determinados centros, com o objetivo de estimulá-los, ou fazer com que a energia se redirecione, passando por circuitos diferentes dos habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga, com certeza, não é uma espécie de ginástica. É um sistema concebido para desenvolver a consciência do homem em todos os seus níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses níveis, em número de sete, são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) físico, ou corporal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) instintivo, vital, energético;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) emocional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) mental subconsciente: chitta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) mental cotidiano: manas, ahamkára;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) mental superior intuitivo/discriminativo: buddhi;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) espiritual: átman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chitta é a memória. Constitui o arquivo de nossas memórias e impressões passadas, inclusive de vidas anteriores. Em sua grande maioria, essas impressões permanecem subconscientes, mas nem por isso deixam de influenciar o funcionamento de manas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manas é a unidade que processa informações sensoriais, as quais muitas vezes evocam antigas impressões do passado. É a parte da mente que recolhe as impressões sensoriais e organiza as respostas motoras convenientes. Seu funcionamento pode ser consciente, mas atua grande parte do tempo de forma quase automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahamkára é a consciência do ego. Quando as percepções de manas são apresentadas ao ahamkára é essa função da mente que reconhece que "isso está ocorrendo comigo; sou eu que vejo; sou eu o agente da ação ou aquele que sofre os efeitos da ação". Ahamkára confere um sentido de singularidade aos fatos em função da identidade pessoal. Também é a origem da separatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buddhi é a função que avalia e decide o curso da ação. No caso dos animais, essa decisão é automatizada e deflagrada pelos impulsos instintivos e emocionais ligados à circunstância identificada pelas impressões sensoriais. Mas, no caso da mente humana, essa decisão envolve o livre arbítrio. A atuação de buddhi envolve a discriminação sobre os valores abstratos envolvidos nos acontecimentos. Envolve uma delicada interligação do uso dos poderes superiores da mente: a razão e a intuição espiritual. Envolve a compreensão do que é certo e errado, do que é bem e do que é mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buddhi, como vimos, é a capacidade discriminativa, habilitada a realizar julgamentos de valor e destinada a tornar-se o veículo de uma sabedoria superior. É através da utilização de buddhi que desenvolvemos viveka, o discernimento. No entanto, essa sabedoria superior que é viveka, essa jóia sublime da consciência, existe apenas como uma potencialidade a ser desenvolvida na maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Átman é o núcleo espiritual do ser, cuja característica é a consciência de Si Mesmo e da Unidade do Todo. Em átman não há separatividade. Os hinduístas cumprimentam-se dizendo "namastê", que significa "Deus em mim saúda Deus em ti". Jesus declarou explicitamente a união dEle com o Pai quando disse: "Eu e o Pai somos um" (Mt, 10:30), e a possibilidade da nossa união com Ele quando declarou: "Quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto" (Jo, 15:57) e "Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim quem de Mim se alimenta, também viverá por mim" (Jo, 6:57).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não temos uma visão intuitiva da experiência de união ao nível espiritual, essas afirmações soam absurdas, e os judeus enfureceram-se como nunca quando Jesus as fez. Hoje não temos dificuldade em aceitar a união entre Jesus e o Pai, mas como é difícil acreditar que também nós tenhamos sido convidados a partilhar dessa unidade que, embora impossível ao nível da personalidade, representa a meta suprema da vida espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo físico alimenta-se de matéria orgânica, a alma alimenta-se de energia sutil modelada sob a forma de emoções, sentimentos e pensamentos, e o espírito alimenta-se da presença divina vivenciada no único lugar onde isso é possível: nele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga não é relaxamento por sugestão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas buscam o Yoga pela necessidade de relaxar, porque estão tensas e nervosas e isso já começa a afetar-lhes a saúde. No entanto, o Yoga não é relaxamento por sugestão, embora exista uma técnica, chamada yoganidrá, que emprega o relaxamento consciente e a auto-sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tensão é uma contração involuntária, inconsciente e contínua da musculatura; é a contrapartida física da repressão psíquica. Ao afastarmos algo da consciência, mantendo-o no subconsciente, bloqueamos a passagem da energia sutil, contraindo nossos músculos, sem percebê-lo. Relaxar essas tensões profundas significa liberar, simultaneamente, a passagem da energia psíquica, permitindo que o consciente inteire-se do que havia sido escondido. Isso significa desvelar e encarar algo que havíamos considerado, anteriormente, estar além de nossas forças suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo que estava além da capacidade de uma criança não constitui dificuldade para um adulto. No entanto, como foi colocado no arquivo morto com o rótulo de "Perigo", nunca mais examinamos o conteúdo dessa pasta que ficou selada, por assim dizer, pelos nossos músculos empedrados. Na medida em que conseguirmos relaxar essas tensões musculares inconscientes iremos, também aos poucos, examinando essas pastas sepultadas no subconsciente, descobrindo que seu conteúdo não é tão terrível assim, e que a própria vida já nos trouxe condições para compreender e solucionar problemas antes amedrontadores que nos pareciam insolúveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas que continuam desafiando a nossa capacidade no momento presente, aqueles que continuamos incapazes de enfrentar, na atualidade, permanecerão ainda escondidos. Da mesma forma, permaneceremos incapazes de relaxar as tensões a eles relacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro relaxamento é um encontro verdadeiro com nossa realidade interior; é o fruto da solução de nossos conflitos íntimos. O Yoga emprega duas imagens para representar esse tipo de situação. A primeira é: entramos em um quarto e, na penumbra, vemos uma enorme cobra enrolada, pronta para o bote fatal. Instantaneamente nosso cabelo arrepia-se, nosso coração dispara, as pupilas dilatam-se, a respiração torna-se arquejante e a mente é tomada pela idéia da morte iminente do corpo, que se paralisa de terror. Mas, à medida em que os olhos acostumam-se à semi-escuridão, vemos que a imensa cobra é apenas um inofensivo rolo de corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra imagem, que tem o mesmo significado, é a de um tigre vividamente pintado em papel, que pensamos tratar-se de um tigre de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses dois exemplos, o Yoga nos diz que o problema não está na realidade mesma, mas em nossa avaliação equivocada da realidade, em nossa reação inadequada aos fatos da vida por uma interpretação errônea do que eles realmente são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações assim podem implicar em sofrimento, mas não constituirão problema existencial nem precisarão ficar ocultas em nosso subconsciente, desde que saibamos encará-las a partir de uma nova perspectiva. Esse novo ponto de vista origina-se em uma mudança de avaliação: uma mudança de natureza filosófica. Por isso, a prática do Yoga não poderá esgotar-se em um trabalho exclusivamente corporal. A verdadeira prática do Yoga será sempre, necessariamente, um trabalho realizado em vários níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem apenas duas maneiras de relaxar - parcialmente, e de modo não duradouro - sem passar pelo processo de reaver a plenitude da consciência. São elas: o uso de medicamentos relaxantes ou drogas psicotrópicas e o emprego da sugestão num processo hipnótico ou semi-hipnótico, onde nossa mente cede à influência e ao domínio da mente de outra pessoa. Ou seja, o relaxamento é obtido momentaneamente às custas de um maior alheamento de si mesmo, de um adormecimento químico ou embalado pela voz do professor, pela música e pelo ambiente propícios ao sugestionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um alívio temporário, às vezes até necessário, mas que agrega um novo problema ao anterior. Todo relaxamento e todo emprego dos processos sugestivos que não forem autônomos geram dependência e aumentam a dificuldade em resolver efetivamente o problema, porque o torna ainda mais nebuloso e mais distante dos processos mentais conscientes. Na parábola do quarto com a cobra imaginária, seria o mesmo que apagar a luz de uma vez, de modo a deixarmos de enxergar o que nos amedronta. Equivaleria a fazer-nos pensar em outra coisa, para não nos lembrarmos da cobra que está ali está. Medidas assim são formas de escapismo. Não equacionam, não solucionam, mas apenas confundem ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga é uma terapia integral do ser humano que promove a harmonização entre os diferentes níveis da consciência. Mas não substitui a terapia psicológica, quando ela é necessária, do mesmo modo que não substitui o tratamento médico, nos casos de doença. A prática do Yoga conduz a um despertar progressivo da atenção e da concentração da mente voltada para si mesma, onde as contradições interiores vão sendo percebidas e resolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga não é uma técnica que nos ensina a evitar os nossos conflitos íntimos, ou a adormecer mais facilmente, fugindo de nós mesmos de modo mais "eficiente". O relaxamento yogi é fruto de um treinamento da atenção interior, da construção de uma nova perspectiva, através da qual contemplamos a vida por uma outra ótica, a da consciência supramental e espiritual. O estado de ausência de tensões é gerado por uma consciência lúcida, alerta e tranqüila, que é desenvolvida paralelamente a uma profunda transformação promovida por nós mesmos em nossa maneira de ser, de dentro para fora, à medida que entramos em contato com nossa própria verdade interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga não é religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra religião vem do latim religare, ou reunir, que tem o mesmo significado da palavra Yoga. No entanto, o Yoga não é um sistema de crenças, e sim um trabalho objetivo, sistemático, de caráter científico/experimental, que, por ativar a consciência nos níveis superiores de nosso ser, capacita-nos a vivenciar estados espirituais de modo direto e autêntico, independente de qualquer sistema interpretativo particular, como o Zen Budismo, mais do que todos os demais caminhos de auto-realização, tem o cuidado de enfatizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Yoga não é proselitista, nem dogmático ou sectário. O Yoga terá discípulos, mas não seguidores, porque nele tudo é uma questão de experiência pessoal direta, onde a crença é dispensável. Confundir o Yoga com religião, e com o hinduísmo em particular, é desconhecer sua verdadeira natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como existem pessoas cujo temperamento é naturalmente devocional, há um ramo de Yoga chamado Bhakti Yoga, que mostra como transformar a devoção em um trabalho sistemático de Yoga. Isso pode ser feito por devotos de qualquer religião, e o Yoga não determina que o bhakta seja hinduísta, nem sugere a escolha de qualquer forma particular de devoção. É claro que bhaktas indianos serão, provavelmente, hinduístas, e bhaktas tibetanos, chineses ou japoneses serão provavelmente budistas, mas um bhakta ocidental será, provavelmente, um cristão e um bhakta do mundo árabe certamente será um muçulmano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga afirma que a mais alta vivência espiritual que o homem pode ter, a partir de qualquer religião ou filosofia, é a consciência da unidade do todo, que é experimentada como sat-chit-ananda (1), e que tudo o mais, teologias, crenças, dogmas e mandamentos não passam de tentativas de explicar o inexplicável, usando instrumentos tão inadequados quanto são as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma o Yoga que todas as divergências religiosas acontecem porque uma mesma verdade abstrata tem tomado formas concretas diferentes, dependendo da época e da cultura em que foram expressas. Enquanto nos deixarmos hipnotizar por essas formas, as religiões permanecerão como um fator de fanatismo e separatividade, quando seu objetivo maior deveria ser, e (pelo menos em seus livros sagrados) declaradamente é, a união de todos os homens pelo amor espiritual. Enquanto pensarmos que vida espiritual é manter uma crença, em lugar de experimentar e vivenciar estados supramentais, não haverá como dois praticantes de diferentes religiões entenderem que o Deus de uma é o mesmo Deus da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personalizar a Divindade é um grande perigo para os devotos, porque isso os leva a atribuir a Deus uma intolerância que é apenas deles, não Dele. O Ser Supremo é tão mais do que qualquer livro sagrado pode transmitir, tão mais do que nossos conceitos podem abarcar, que o Yoga afirma ser desnecessária uma crença prévia em sua existência, porque esta seria, certamente, limitada e imperfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa pode descrer na existência do oceano, mas mesmo assim o encontrará, se navegar por um rio até a sua foz. Não importa qual o idioma usado para denominá-lo. Não importa se chamam-no Atlântico, Pacífico, Índico ou Mediterrâneo. Ele é um só, e sua água é salgada. Mergulhemos nele e nenhuma discussão fará mais o menor sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga não é mágica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez tivemos em nossa escola de Yoga um aluno de meia-idade, hipertenso, que estava com gastrite, muitos quilos a mais e extremamente tenso. Seus músculos pareciam pedras, de tão duros. Numa das primeiras aulas, um dos seus colegas perguntou à professora por que ela não comia carne. Ela respondeu que deixara de comer carne por haver percebido que isso dificultava a prática da meditação. No momento em que meditar tornou-se importante, não houve mais lugar para a carne. Além disso, disse ela, sua saúde melhorara tão acentuadamente que ela não pretendia tornar a comer carne, suprimindo esse hábito da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ela não haver sugerido que todos devessem adotar a dieta vegetariana, esse aluno ficou realmente indignado com a resposta, e reclamou: "Não vim aqui para me tornar um guru. Não pretendo modificar meus hábitos de vida. Não deixarei de tomar o meu uísque, de fumar o meu cigarro nem de comer carne. Vim aqui exclusivamente para relaxar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora tranqüilizou-o. Naturalmente, ele só faria o que quisesse fazer. Como poderia ser diferente? Mas deixou de dizer-lhe o mais importante, porque ele não o entenderia, ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existem apenas dois métodos para relaxar sem transformar seus hábitos de vida, suas reações emocionais, seu modo de pensar, sua arrogância e sua impaciência. Aqui não empregamos nenhum deles. E, se você procurou essa escola, é porque também não deseja empregá-los. Um é a sedação através de medicamentos, e o outro é através da hipnose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabemos que o método que utilizamos é eficaz unicamente quando empregado pelo próprio indivíduo, voluntária e participativamente. Sabemos que não podemos ajudá-lo à sua revelia, e jamais tentaríamos entrar em guerra com você. Não conhecemos o seu caminho, nem podemos avaliar a sua capacidade. Temos indicações gerais, comuns a todos, que delineiam uma rota a seguir. Porém, o seu caminho só pode ser trilhado por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso nos torna humildes e obriga-nos a sermos pacientes. Caso pretendamos realizar algum trabalho útil, precisamos ser tolerantes e aceitá-lo exatamente como chegou aqui, e, aos poucos, levar sua compreensão até a realidade, se você o permitir. Não podemos entregar-lhe o Yoga como se fosse uma mercadoria. Você terá que praticá-lo por si mesmo. Caso pudéssemos fazê-lo por você, nós o faríamos, porque sabemos que você está sofrendo, que sua vida é, em grande parte, um tormento, e que você precisa realmente relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seu corpo está doente, e seus nervos agitados. Seu emocional está inquieto, agressivo e em guerra constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seu mental sofre de separatividade e tem necessidade de afirmar sua superioridade sobre os demais. Por isso, não tem um momento de descanso. Está exausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua situação toca o nosso coração, porque também já experimentamos coisa semelhante, em nosso passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desejamos ajudá-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas, como fazê-lo, se somente podemos ajudá-lo através de você mesmo, e você acaba de declarar que não quer mudar a situação que é responsável, única e diretamente, pelo seu estado?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o uísque, ou o cigarro, ou a carne que, em si, devem ser responsabilizados. É o todo que precisa ser transformado. É o contexto global da vida da pessoa que gera as conseqüências que criam situações como a desse homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos a doença. Nós somos o doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para curarmo-nos, temos que mudar a nossa forma de viver para, só então, nos tornarmos pessoas saudáveis. E isso é uma responsabilidade intransferível de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga é um trabalho que atinge o próprio ser. Não é uma aspirina que tomamos para escapar de um sintoma desagradável. O Yoga não atua por fora, mas por dentro. E a origem dessa atuação vem do supramental, muito mais interior do que podemos supor com a mente totalmente exteriorizada que usamos quotidianamente, confundido-a com o nosso próprio ser. O caminho que ensinamos e a rota que seguimos não foi escolhida por nós de acordo com preferências pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza tem suas leis. Leis para o corpo, para o psíquico e do espírito. E todo o segredo consiste em adequarmo-nos a elas. Jesus diz que devemos fazer a vontade do Pai e não a nossa. Mas temos feito o contrário, e empregado o poderio da inteligência para contrariar a natureza, como se fosse possível gratificar as predileções de nosso ego contra ela, impunemente. A saúde existe em seus próprios termos, bem como o equilíbrio emocional e a paz mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga não pode ser dado de presente nem outorgado mediante pagamento. Depende de um compromisso de transformação pessoal que o indivíduo faz consigo mesmo. E isso não pode ser providenciado por terceiros. Além disso, não basta decidir mudar. Temos também que descobrir o que deve ser mudado, por quê e como mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga ajuda a clarear a percepção que temos de nosso corpo e de nosso psiquismo, e cria condições que facilitam as mudanças que nos levam ao encontro de nós mesmos. A prática do Yoga envolve a utilização de técnicas precisas, com objetivos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yoga não é mágica. É a ciência do ser e a arte do existir. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(1) Sat: puro ser ou vida eterna, como a chamou Jesus. Chit: pura consciência, ou a verdade que liberta, como Jesus a designou. Ananda: pura bem-aventurança, a sublime união dos sentimentos de amor universal e paz celestial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do capítulo 1 do livro Yoga Vidya, a Sabedoria do Yoga - Conceitos Fundamentais (Copyright © 1997, Maria Alice Figueiredo; todos os direitos reservados) e digitado por Cristiano Bezerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Alice Figueiredo é natural de São Paulo. Graduou-se em Administração pela UFBA em 1969 e trabalhou em Planejamento e Administração Municipal. Ao ter os seus filhos gêmeos em 1973, sofreu uma eclampsia com azotenia renal e acidose metabólica que a levou a passar três dias em coma, no limiar da morte. Ao retornar à consciência, viu-se portadora de diabetes e de insuficiência renal, além de severa depressão. Passou então a praticar Yoga durante 3 horas por dia, todos os dias. Saudável há mais de vinte anos, deixou sua antiga profissão passando por um estágio didático na conceituada Academia Hermógenes de Yoga, no Rio de Janeiro, em 1977, fundando o Yoga Vidya em Salvador, BA, em 1978. Juntamente com a psicóloga argentina Marta Molinero, criou o Método de Auto-Integração do Ser, que trabalha com o corpo, o psiquismo e a compreensão filosófica dos valores abstratos, tendo como base o Yoga e outros métodos terapêuticos ocidentais de vanguarda. Essa orientação de unir o que de melhor têm o oriente e o ocidente partiu de seu mestre na época, o Swami Rama, um grande mestre de Yoga, intelectual e autor de vários livros, que considerava sua missão criar uma ponte entre o Yoga e a ciência ocidental. Fundador do Himalayan Institute of Yoga Science and Philosophy, na Pennsylvania, e de um hospital na região dos Himalaias, o Swami Rama faleceu em novembro de 1996.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-115119143387116018?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/115119143387116018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=115119143387116018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115119143387116018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115119143387116018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/06/o-que-o-yoga.html' title='O que é o Yoga?'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-115119123567224685</id><published>2006-06-24T20:16:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T20:20:35.726-03:00</updated><title type='text'>Yoga não é ginástica e ginástica não é Yoga</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/lilith.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/lilith.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Hermógenes&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Desde seu lançamento, em 1960, meu livro Autoperfeição com Hatha Yoga exibe, na página 26, o cabeçalho: \"Hatha Yoga, uma ginástica...\". Estaria eu me contradizendo? Se o leitor passar duas páginas vai ler outro cabeçalho: \"...diferente da ginástica ocidental\". Se alguém citar somente a página 26, pretendendo provar que eu afirmo ser o Hatha Yoga uma ginástica, estará sofismando, pois quando se faz uma citação de um texto fora do contexto é por mero pretexto. Das páginas 28 a 30 explico bem as diferenças que não permitem tornar o Hatha Yoga como uma ginástica entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ginástica é um exercício, uma atividade, uma praxis. Há ginástica para a memória, para a sobrevivência do cérebro, e outras... O Hatha Yoga é um exercício, uma ginástica, uma atividade educativa, mas pouco ou quase nada tem a ver com o que se denomina “Educação Física” ou “Atividade Física”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que “física”? Porque a ginástica física trabalha, com admirável eficiência, exclusivamente sobre o “físico”, isto é, o corpo, a matéria. O Hatha Yoga, longe disso, aprimora a incrível vastidão que é cada ser humano. Educação Física é praxis. Hatha Yoga é holopraxis. A diferença só pode ser medida em anos-luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o ser humano apenas como seu subsistema mais denso (o corpo) equivale a ver o iceberg como uma simples pedra gelada que flutua, sem nada embaixo. O Hatha Yoga vê e cultiva o iceberg inteiro. Adianta lembrar que o maior potencial terapêutico não está no mais denso, mas no mais sutil, no nível das energias vitais, na afetividade, na mente, no Espírito, na Essência Única que todos somos. O Hatha Yoga age sobre o corpo também, e com que eficácia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma ginástica ou cultura física que exercite a capacidade de compreender, de perdoar, de ajudar, de amar? Orar, relaxar, meditar, visualizar, embevecer-se, cultuar uma visão libertadora... fazem parte da holopraxis que é o Hatha Yoga. Tudo isso escapa a quem cuida somente do “físico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o meu livro Autoperfeição com Hatha Yoga se encarrega de afirmar e firmar que cultivar e cultuar o “físico” é recomendável, mas não é tudo. Aliás, é quase nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é um imenso iceberg. Por que insistir em o ver apenas como um “físico”, isto é, como o tão pequeno pedaço visível do insondável megassistema?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê reduzir uma milenar holopraxis, uma magnânima benção divina para todos os homens, numa praxis somente “física”?!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-115119123567224685?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/115119123567224685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=115119123567224685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115119123567224685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115119123567224685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/06/yoga-no-ginstica-e-ginstica-no-yoga.html' title='Yoga não é ginástica e ginástica não é Yoga'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-115117203964459210</id><published>2006-06-24T14:53:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T15:00:40.196-03:00</updated><title type='text'>Kali Yuga</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Kali-Yuga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Kali-Yuga.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você sabe parar? &lt;br /&gt;Pedro Kupfer&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Se você é o que você faz, quando não faz, você não é. &lt;br /&gt;William Byron.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Você vive com a sensação de estar fazendo demasiado? Você tem a impressão de que seu dia não é suficientemente longo para realizar todas as tarefas que precisa realizar? Você fica constantemente cansado, como se estivesse carregando um fardo muito pesado para suas próprias forças? Você acha que a vida poderia ser mais gratificante e significativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você respondeu positivamente a algumas das perguntas acima, provavelmente está precisando dar uma parada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os yogis sabem que Kali Yuga, o ciclo do tempo em que estamos vivendo, é a era do conflito e da escuridão. Porém, nem todos sabem que esta é também a era da velocidade. Tudo acontece rápido demais. Não temos tempo para pensar em nada, a vida simplesmente nos engole com suas pressões sociais, laborais e familiares. Ou nos adaptamos, ou enlouquecemos. Adaptar-se, nesse caso, significa aprendermos a parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre dos primeiros anos de sua vida: provavelmente, seus pais não tinham computador em casa e você brincava mais na rua do que seus filhos hoje. Em termos de velocidade e violência, as brincadeiras de seus filhos na frente do videogame não se comparam às suas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças que nós fomos parecem simplórias demais se comparadas com as crianças de hoje. Aliás, as crianças de hoje nem sequer chamam-se crianças. Chamam-se “pré-teens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você era criança, no outono, o próximo Natal estava tão longe que você nem conseguia imaginar uma extensão de tempo tão grande. Quando faltava uma semana, ansioso pelos presentes, você perguntava para sua mãe: “mas o natal não vai chegar nunca?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o tempo passou, você foi crescendo e, sem perceber quase, entrou na montanha russa que sua vida é hoje. O ritmo cotidiano foi acelerando conforme você cresceu e hoje, provavelmente, está bem mais rápido do que você gostaria. A escritora Emily Dickinson disse uma vez que “viver é algo tão espantoso que sobra pouco tempo para qualquer outra coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa montanha russa chama-se samsara em sânscrito. Samsara significa literalmente “fluir” ou “andar em círculos”. O samsara é esse fluxo constante de eventos, impossível de ser detido, no qual não encontramos nem paz nem segurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samsara é a terra do sofrimento. Se você não tinha parado para pensar nisso antes, seja bem-vindo ao samsara agora e segure-se, pois a montanha russa está entrando em mais uma queda livre daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenhamos aprendido muitas coisas na escola, nunca nos ensinaram a parar. Parar é uma maneira de refletir e assimilar tudo o que aprendemos, ficando mais receptivos para podermos avaliar de maneira mais positiva e justa qualquer empreendimento que nos propusermos. Para o yogi, parar é o que vem antes do samadhi, a realidade luminosa que está além do samsara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parar é um gesto de respeito e amor por nós mesmos. Ao mesmo tempo, é um ato de generosidade em relação àqueles com quem convivemos. Se nossa alma ficar mais harmoniosa, essa harmonia irá refletir-se à nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivar o ato de parar conscientemente equivale a viver a vida como uma jornada, uma aventura de descobertas. Mas, se não soubermos parar conscientemente, nosso corpo irá parar sozinho, através de uma doença ou um acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parar é essencial se quisermos manter a felicidade e a sanidade nos dias de hoje. Todo o mundo está procurando a felicidade; alguns, procuram até a imortalidade; mas quase ninguém sabe o que fazer num sábado chuvoso. Assim, a arte de viver fica sepultada sob as pressões que a sociedade impõe ao indivíduo Nas palavras de H. D. Thoreau, “a vida se mede, não pelo número de anos que passamos na Terra, mas pelo que usufruímos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/ky_battlecol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/ky_battlecol.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parar tem a ver igualmemente a ver com nossos valores mais íntimos. Se não soubermos parar, seremos vítimas fáceis do consumismo. Se não soubermos parar, acabaremos achando que vestir aquela griffe é tudo o que precisamos para ser felizes ou que usar aquele cartão de crédito pode resolver nossos problemas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. David Kundtz, em seu livro “A Essencial Arte de Parar” (1999, Ed. Sextante, Rio), nos dá algumas valiosas dicas para parar. Ele afirma que há três maneiras de parar que podem ser aplicadas ao longo da vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Pausas breves. Têm a duração de algumas respirações até algumas horas, e devem ser aplicadas diariamente, antes de tomar decisões importantes, por exemplo. Se você quiser, antes de continuar esta leitura, faça algumas respirações conscientes com os olhos fechados e observe-se. Perceba o que está acontecendo à sua volta... Pronto! Você entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Escalas de viagem. São períodos de tempo que você reserva para não fazer nada. Podem durar desde algumas horas até algumas semanas. Ajudam a refrescar a mente e recuperar a objetividade. Fins de semana ou férias sem nenhuma tarefa definida são exemplos de escalas de viagem, onde você pode recarregar suas baterias e reencontrar seu equilíbrio interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Paradas gerais. São momentos cruciais na vida, momentos em que é desejável afastar-se de tudo e de todos para encontrar o rumo que nossa vida possa tomar no futuro. As paradas gerais podem durar de alguns meses a um ano, e fazer-se em forma de viagens ou retiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o yogi, parar não significa necessariamente praticar Yoga ou meditar. Parar é diferente de meditar e, embora envolva o pensamento yogik aplicado, pode ter mais a ver com dedicar alguns momentos à arte, a atividades físicas como pedalar ou caminhar ou a simplesmente estar perto da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, descobri que minhas paradas, sejam do tipo que forem, passam por estreitar meus vínculos com a natureza e, especialmente, com o mar. Assim, para fazer minhas pausas breves, procuro reservar um momento do dia para surfar, mesmo se as condições de vento ou ondulação não forem ideais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver mesmo tempo, dou uma caminhada breve pelo mato ou faço uma sessão de "cachorroterapia": deito no chão e deixo que minhas cadelas me afaguem, me cheirem, deitem na minha barriga e me façam um carinho. Instintivamente, elas sabem melhor do que eu o que estou precisando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas escalas de viagem, quase sempre acontecem na forma de surf trips, viagens de surf com meus amigos yogis, meu tapete de prática e os instrumentos para tocar mantras. Da mesma forma, já fiz uma parada geral em que fiquei viajando durante seis meses, com longas sessões de surf na Indonésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parar tem a ver com respirar conscientemente, tem a ver com desfrutar o presente, tem a ver com simplesmente ser. Parar é essencial para mantermos o bom senso vital. Aliás, você já deu sua parada hoje?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-115117203964459210?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/115117203964459210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=115117203964459210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115117203964459210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/115117203964459210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/06/kali-yuga.html' title='Kali Yuga'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-114859159281579659</id><published>2006-05-25T18:04:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T18:13:12.823-03:00</updated><title type='text'>A literatura hindu e a síntese do hinduísmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/05052504.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/05052504.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pedro Kupfer&lt;br /&gt;Hinduísmo é o termo empregado hoje em dia para designar as instituições culturais, religiosas e sociais da grande maioria da população indiana. O hinduísmo faz sua aparição no contexto da civilização vêdica, durante o alvorecer da nação indiana. &lt;br /&gt;  Embora não exista uma data precisa a partir da qual possa se dizer que surge a civilização hindu, poderíamos localizá-la entre o declínio da civilização vêdico-harappiana (2200-1900 a.C.) e o século VI a.C., a partir do qual possuímos registros escritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos evidências históricas para o milênio anterior à época clássica na Índia, mas temos abundante material nos planos filosófico e religioso. As primeiras escrituras do hinduísmo não possuem uma data precisa, foram compostas e transmitidas oralmente durante um lapso de tempo incerto antes de serem transcritas, embora a tradição oral (parampará) estivesse largamente desenvolvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo hinduísmo não deve restringir-se apenas ao âmbito religioso, pois não seria uma religião tal como se concebe no Ocidente: não possui um fundador, nem hierarquia, dogmas, liturgia ou profetas. Aliás, nem sequer existe uma palavra para designar essa instituição em sânscrito. A que mais se aproximaria é dharma, que se traduz mais precisamente como lei humana ou social. Também não existe um termo para designar Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distinguimos quatro grandes momentos na formação do hinduísmo clássico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O período vêdico (1400-500 a.C.), que compreende a transcrição para o nágarí de obras de tradição oral que remontam à idade vêdica (7000-4000 a.C.): Vedas, Brahmánas, Upanishads e Áranyakas, que formam a base de uma importante porção ulterior da filosofia hindu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A literatura épica: o Mahabhárata, o Rámáyána e os Puránas, epopéias e escritos mitológicos surgidos com anterioridade ao ano 3000 a.C. e transcritos para o nágarí entre os séculos III a.C. e IV d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A grande síntese hindu, momento em que começam a se configurar as seis escolas filosóficas tradicionais (darshana), o dharma, o sistema de castas, o uso do sânscrito como língua sagrada e a diferença entre Revelação (Shruti) e Tradição (Smriti), de 1400 a.C. até o século V d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O Bhakti Yoga ou hinduísmo devocional, que embora tenha raízes antigas, alcançou força considerável entre os séculos VII e XVI d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  1) O período vêdico&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A) O gênero mais antigo é o dos Vedas, uma coleção de hinos e fórmulas rituais através dos quais o oficiante e harmonizava com as forças naturais. Embora de temática aparentemente limitada, estes livros revelam-se obras primas do ponto de vista literário, dando-nos uma visão global da cultura, dos valores e da forma de vida do povo vêdico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem quatro Vedas: o Rig, o Sáma, o Yajur e o Atharva. O primitivo panteão hindu era muito complexo e até contraditório, pois os diversos autores inseriram ao longo dos séculos inúmeras concepções diferentes. Mesmo assim, podemos identificar claramente as diferentes forças da Natureza encarnadas nestes deuses: Súrya, Vishnu e Savitr são divindades solares, Agni personifica o fogo; Váyu relaciona-se com o vento, Rudra-Shiva é o deus terrível, Mitra e Varuna são os conservadores da criação e Indra o deus guerreiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) Os Brahmánas são tratados escritos pelos sacerdotes que versam sobre a prática litúrgica e expõem a cosmogonia primitiva do Purushasukta: o nascimento do homem primordial através de ascese extrema (tapas) e sacrifício, que garante a continuidade da criação através da repetição do gesto criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C) Já nos Áranyakas (Livros da Floresta) e nas Upanishads (ensinamentos ouvidos aos pés de um Mestre), os hindus passam a aplicar as técnicas contemplativas, havendo uma transferência de interesses do mero ritual para a meditação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam assim a questionar o universo, a natureza da realidade suprema, o porque da existência humana e as relações entre essa realidade e o homem. Inferiram que a natureza suprema é igual à natureza humana e que é possível alcançar a fusão dessas realidades através das técnicas contemplativas. Há treze Upanishads reveladas (Shruti), das quais três tratam do Yoga e descrevem técnicas de meditação: Svetáshwatara, Maitrí e Kena. Todas as outras são posteriores, e pertencem à Tradição (Smriti). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  2) A literatura épica &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ganha popularidade ao mesmo tempo em que se delineiam as principais tendências do hinduísmo: o shivaísmo, o vaishnavismo e o culto de Shaktí nas suas diversas formas. As epopéias mais importantes são o Mahabhárata e o Rámáyána. A primeira obra, O Grande (Combate) dos Bháratas, é um poema épico escrito em 100.000 slokas, estrofes de dois ou quatro versos, oito vezes maior do que a Ilíada e a Odisséia juntas. Descreve a cruenta batalha renhida entre os Pándavas e seus primos Kauravas pelo reino de Bhárata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa guerra, embora real, é uma verdadeira alegoria sobre o ser humano e a eterna conflagração de poderes entre o bem e o mal. Posteriormente será acrescentada à sua estrutura a Bhagavad Gítá, poema no qual o avatára Krishna, ensina ao príncipe guerreiro Arjuna os princípios de três tipos de Yoga: Karma, Jñána e Bhakti Yoga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rámáyána, ou Feitos de Ráma, que possui numerosas versões, conta as aventuras de Ráma para resgatar a sua amada Sítá do seu raptor, o demônio Rávana. É necessário precisar que as datas aqui mencionadas referem-se ao momento em que estas obras, de transmissão oral, foram transcritas para pergaminhos ou folhas de palmeira (pushtaka). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem atualmente estudiosos que situam a origem do Veda e dos épicos na última era glacial, ao redor de 8000 anos atrás. Paralelamente às epopéias surgem os dezoito Grandes e os dezoito Pequenos Puránas, crônicas, mitos e lendas arquetípicos utilizados desde tempos imemoriais como fonte de educação popular. Os Puránas e os épicos possuem para a nação hindu o mesmo valor exemplar e a mesma importância que o Ocidente outorga à História. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/reportaje_1_225.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/reportaje_1_225.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  3) A síntese hindu &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;É o momento em que se definem as grandes instituições e tendências filosóficas, no fim do período upanishâdico. Neste período perfilam-se as seis grandes escolas de filosofia (darshana) e outras instituições tradicionais: a concepção do sistema de castas (varna), os códigos da lei (dharma) e a literatura sânscrita clássica, que inclui textos sobre fonética, gramática, astronomia, matemática e outras ciências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As epopéias (Mahabhárata, Rámáyána), Puránas (crônicas e mitos populares), Ágamas (manuais de culto), Tantras (tratados filosóficos) e darshanas (pontos de vista filosóficos), constituem a Tradição (Smriti), oposta e posterior à Revelação (Shruti), que inclui os Vedas, Brahmánas, Áranyakas e as treze primeiras Upanishads. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seis darshanas, pontos de vista ou escolas filosóficas, formam três pares: Sámkhya/Yoga, Nyáya/Vaisheshika e Mímánsá/Vedánta. O Sámkhya e o Yoga formam sem dúvida o par mais antigo de darshanas, tendo suas raízes profundamente fincadas na Índia aborígene. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sámkhya (lit., número, discriminação) é uma filosofia especulativa de fundo dualista que poderia ser definida como emanacionista: os seus vinte e quatro princípios (tattwa) formam uma estrutura vertical, na qual cada elemento ou grupo de elementos emana dos anteriores, e todos do par original Purusha/Prakriti. Através dos diferentes tattwas circulam três estados (guna) que definem por interação todo o existente: sattwa (leveza, equilíbrio), rajas (ação, emoção), e tamas (inércia, escuridão). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga é um conjunto sistematizado de técnicas que visam a alcançar o estado não condicionado da hiperconsciência (samádhi). À diferença dos outros darshanas, que são meramente especulativos, o Yoga utiliza práticas contemplativas para atingir o estado do não condicionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga está inextrincavelmente ligado ao Sámkhya, e faz suas as premissas deste último. Antes de ser reconhecido como darshana, o Yoga já tinha alguns milênios de existência, estando ligado ao Niríshvara Sámkhya, ou Sámkhya ateísta. A partir da sua inclusão na grande síntese hindu, já com o status de darshana, passa a receber também o nome de Sêshwara Sámkhya, ou Sámkhya teísta, pois reconhece a existência de um Princípio Criador que estava fora das asserções do Sámkhya ateísta, mais antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nyáya e o Vaisheshika são ramos separados da mesma escola, complementam-se entre si e ficaram virtualmente amalgamados em um único sistema filosófico. Nyáya (penetrar, compreender) é uma palavra que significa investigação analítica, e foi tomada em um sentido menos amplo como lógica. Esta é a corrente que mais se aprofundou nos processos e leis do pensamento, e baseia-se em compreensão exata e argumentação correta, estabelece uma clara diferença entre matéria e espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaisheshika expõe o ponto de vista atomista, explicando a origem, a estrutura e a evolução do Universo. O mundo material é composto de átomos (anu), unidades especiais, eternas e imutáveis que se caracterizam apenas pela sua particularidade (vishêsha), donde o nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mímánsá (exame, forma, regra) ou Púrva Mímánsá não é um sistema filosófico propriamente dito, mas um dogmático sistema de interpretação das escrituras vêdicas que versa sobre como devem ser feitos os rituais e as cerimônias religiosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vedánta (o fim do Veda) é um darshana monista (adwaita ), que tem como objetivo acabar com a ignorância metafísica. Está baseado na interpretação das Upanishads e propõe a teoria da máyá (ilusão), segundo a qual o mundo não é real da forma como o percebemos. Também recebe o nome de Uttara Mímánsá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  4) O hinduísmo devocional &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O culto devocional (bhakta) de Shiva, Shaktí e Vishnu possui os seus próprios textos: os Ágamas e os Tantras. O culto de Shiva e Vishnu já aparece nos épicos, sendo de grande importância no sul da península indiana. Existem diversas correntes do shivaísmo e do shaktismo que integram práticas do Yoga e do Tantra. Nelas reconhecemos formas de culto à Natureza que remetem às populações proto-australóides da Índia pré-histórica. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-114859159281579659?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/114859159281579659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=114859159281579659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114859159281579659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114859159281579659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/05/literatura-hindu-e-sntese-do-hindusmo.html' title='A literatura hindu e a síntese do hinduísmo'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-114859057036345446</id><published>2006-05-25T17:51:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T17:56:10.376-03:00</updated><title type='text'>Yoga e religião</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/dd_nakedyoga01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/dd_nakedyoga01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cláudio Roberto Freire de Azevedo   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;        Religião é manter a mente aberta e desejosa de aprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O contato da consciência humana e individual com o Divino é a verdadeira essência do Yoga". &lt;br /&gt;Sri Aurobindo (1872-1950)                A palavra Yoga, que deriva da raiz yuj, significa unir ou religar, no sentido de ligar novamente o homem a algo essencial de seu ser, do qual era unido e que agora vive distante: é o matrimônio da matéria com o espírito. Não é à toa que a palavra religião tem o mesmo significado, pois deriva do latim religare, que significa religar. Da mesma forma, o sufismo considera o espírito humano como uma emanação do divino, ao qual se esforça por se reintegrar. Nesse ponto, pode-se afirmar que Yoga é uma forma de religião, mas no sentido de que há uma transmissão de conhecimentos, a criação de um código de uma conduta ética e uma prática espiritual. Entende-se por prática espiritual o ponto comum entre Yoga e qualquer religião: a idéia de que o homem pode desejar algo que lhe é infinitamente superior e que está além de si próprio, mas, paradoxalmente, profundamente imerso dentro de si mesmo. O Yoga, como todas as tradições sapienciais, é uma&lt;br /&gt; forma de ver o mundo (na literatura hindu existem seis formas de se ver o mundo – os seis darshanas (pontos de vista): Samkhya, Yoga, Vedanta, Mimansa, Nyaya e Vaisheshika), é o conhecimento da Religião-sabedoria e a sua prática, uma forma de transformação pessoal que exige prática constante a fim de que se consiga mergulhar em todos os níveis de realidade existentes, vencendo-as e vendo-as como ilusões, em direção ao Vazio Infinito (Brahman), a única Realidade.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  O Dharma (ensino provisório e ensino definitivo)&lt;br /&gt;  Como todas as tradições sapienciais, o Yoga estuda a mente e faz com que o praticante investigue as causas de sofrimento: a teoria dos kleshas de Patañjali. Resumidamente, os kleshas (da raiz klish: o que causa dor) podem ser descritos como a falta de percepção das múltiplas realidades do mundo fenomenal (avidya) que leva à identificação pessoal com um falso "eu", o egocentrismo (asmita), com os desejos (raga – paixão – e dvesha – aversão) e com o apego à existência (abhinivesha). Para o budismo, a distinção entre o que é ilusório e o que é real é a solução para a extinção do sofrimento. O budismo tibetano ensina a descobrir o que não muda dentro do que muda. Tudo o que for impermanente não pode ser considerado real e não pode ser fonte de apegos. O mesmo dizia também Jesus, o Cristo (Mt 6:19s), quando nos orientou a buscar os tesouros do céu, pois os da terra estavam fadados à ferrugem e às traças. Nesse sentido, num ponto de vista filosófico mais profundo, até a mente&lt;br /&gt; humana, com seus turbilhões de pensamentos e emoções em constante surgimento e desaparecimento, é uma ilusão impermanente, que não deve ser fonte de apegos e deve ser cessada ou transcendida.&lt;br /&gt;  Mas como afirmar que a nossa dor de cabeça é ilusória ou que uma topada não está doendo? E a dor da perda de uma paixão também é uma ilusão? Todas as tradições religiosas utilizam, para isso, ensinamentos conhecidos como provisórios, pois dizem respeito a coisas que não são reais. Esses ensinamentos nos ajudam a nos comportar no cotidiano, criar qualidades que na verdade também são provisórias. Precisamos ouvir falar do sofrimento, pois estamos imersos nessa pseudo-realidade. Os ensinamentos que dizem respeito à realidade última são os ensinamentos definitivos. Eles nos dizem que não somos seres sofredores, somos seres divinos que criam seu próprio sofrimento ilusório.&lt;br /&gt;  Todo aparente paradoxo é apenas a diferença entre a visão limitada e a ilimitada (ensinamentos provisórios e definitivos). Somente aquele capaz de ver de cima, aquele que conhece os ensinamentos superiores, consegue entender os paradoxos, olhando de baixo ou olhando de cima. Mas aquele que não é capaz de ver de cima, imerso que está na materialidade, deve começar com os ensinamentos provisórios (visão convencional).&lt;br /&gt;  Nos ensinamentos provisórios tomamos consciência de nosso estado de sofrimento como real e procuramos a causa, os mecanismos de seu surgimento que estão em nossos hábitos e em nossa visão da vida. Mas, para a grande maioria das mentes, até essa reflexão pode ser difícil. Então o ensinamento mais básico é feito de regras a serem seguidas, nem que seja por temor do castigo de algum deus fictício (deus castiga; aqui se faz, aqui se paga; etc) de forma que percamos velhos hábitos (ou tendências) e adquiramos novos hábitos. A todas as nossas tendências (positivas e negativas), as quais já nascemos com elas, as filosofias hindu e budista chamam de karma.&lt;br /&gt;  Todas as tradições sapienciais têm essas regras, ditadas divinamente ou pelo fundador da doutrina. São orientações morais e éticas para o bom convívio em sociedade e consigo mesmo. São exemplos de ensinamentos provisórios o decálogo do judaísmo, os dez mandamentos do catolicismo, as cinco observâncias do islamismo, as dez ações não virtuosas e a prática das dez perfeições (paramitas) do budismo Vajrayana, e a disciplina (Yama) e a autodisciplina (Niyama) do Yoga Sutra. Até a regra de ouro da ética está presente em todas: "... amarás o teu próximo como a ti mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Trecho extraído do livro Yoga e as Tradições Sapienciais. &lt;br /&gt;© 2005 Órion. Todos os direitos reservados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio é médico, cirurgião-geral, teósofo, escritor, professor na disciplina Medicina e Espiritualidade na Faculdade de Medicina da UFC - Universidade Federal do Ceará e jñana yogi residente em Fortaleza, CE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-114859057036345446?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/114859057036345446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=114859057036345446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114859057036345446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114859057036345446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/05/yoga-e-religio.html' title='Yoga e religião'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25907978.post-114479853030425416</id><published>2006-04-11T20:34:00.000-03:00</published><updated>2006-04-11T20:35:30.316-03:00</updated><title type='text'>BIODANÇA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/celebracao_a_vida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/celebracao_a_vida.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Criação em movimento, a dança conserva ainda hoje o mesmo significado que possuía nos tempos mais remotos: tanto os homens primitivos quanto os nossos contemporâneos buscam atingir, através do aprofundamento da consciência, o contato com as forças superiores do universo. É dentro deste contexto que a Biodança trabalha as Danças Rituais baseadas na &lt;strong&gt;Trilogia dos deuses hindús&lt;/strong&gt;, integrados por &lt;strong&gt;Brahma&lt;/strong&gt;, o criador, &lt;strong&gt;Vishnu&lt;/strong&gt;, o conservador da vida e &lt;strong&gt;Shiva&lt;/strong&gt; que simboliza a eterna transformação do universo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/brahma.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/brahma.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brahma Dança da Criação&lt;/strong&gt;: Algumas religiões orientais intuem um movimento primordial, um gesto. A criação emerge de uma dança geratriz. Em outras religiões, como no Gênesis judeu-cristão, a origem do mundo é o sopro divino, a voz, o alento de vida, a palavra que designa o nome das coisas, dando-lhes identidade e resgatando-os do informe, do caos. As cosmogonias em distintos povos, tem portanto, uma filiação "corporal"ou bem "espiritual". Espírito, respiração, alento, alma, sopro, prana universal. Para reproduzir em uma dança a vivência pessoal da criação do mundo, foram tamados os elementos mais universais, as séries de movimentos que conduzem do caos ao cosmos. Este processo não é um ciclo fechado ou linear, responde ao modelo evolutivo em espiral logarítmica. O universo assim, se aperfeiçoa através de sucessivos processos de integração em circuitos vitais cada vez mais diferenciados. O mecanismo integrador é o amor comunitário, a vinculação com a vida. A dança do deus hindu Brahma, tem o objetivo de induzir a vivências da criação cosmogônica desde a semente primordial ao triunfo do amor, despertando em cada um de nós a potencialidade e a exaltação criativa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/vishnu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/vishnu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vishnu Dança da Conservação&lt;/strong&gt;: Vishnu é o deus da conservação dos ciclos vitais. Representa a forte inércia biológica que reitera e conserva a vida e o universo.É a beleza do permanente, o que gera segurança e confiança. Todos os dias, o amanhecer, a lua na escuridão, a mesma seqüência das estações, a notável estabilidade das estrelas no firmamento. Os seres queridos permanecendo dentro de nós, a felicidade de ver sempre um mesmo rosto. As variações que se dão, com harmonia, dentro dos mesmos padrões. A Dança da Conservação induz a profunda necessidade de movermo-nos dentro de padrões de estabilidade, com referência a um centro afetivo aderente, pleno de continente. O cuidado do calor íntimo da vida e do lar, guardar o fogo dentro de nós, permanecer no êxtase do cotidiano, conectados com a terra, rejeitando as mudanças, dar a vida a solenidade necessária para fazer dela um lar de crescimento e maturação. A dança de Vishnu está cuidadosamente estruturada para induzir ao estado de serena harmonia, estabelecendo os eixos dentro de um sistema que proporciona equilíbrio ao nosso corpo sobre ambas as pernas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/shiva.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/shiva.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Shiva Dança da Transformação: Shiva é a personificação da dança e das transformações, simbolizando a eterna mutação do universo, que consiste na cíclica destruição e criação. O         processo cósmico é a morte e a ressurreição, eterna renovação da vida. Dentro de nós mesmos, a ação de Shiva seria a de morrer para nosso velho corpo e renascer a um novo ciclo da vida. A dança tem por tema a atividade cósmica, a eterna transformação. &lt;br /&gt; As cinco atividades divinas de Shiva são:&lt;br /&gt;- a criação contínua do universo, originada no ritmo;&lt;br /&gt;- a conservação, baseada no equilíbrio e na medida dos movimentos;&lt;br /&gt;- a destruição das formas já superadas, mediante o fogo interior;&lt;br /&gt;- a eterna renovação;&lt;br /&gt;- a encarnação da vida. &lt;br /&gt;          Chama a atenção que o deus da Dança, Shiva Nataraja, seja ao mesmo tempo o deus das Mudanças, o que implicaria que as mudanças são induzidas pela dança. Shiva é representada com o pé direito esmagando um demônio, o que simboliza a vitória sobre as forças demoníacas da destruição, e o esquerdo no ar, representando o equilíbrio e o impulso de ascensão. A imagem possui quatro braços, com os quais realiza a criação e a destruição cíclica do mundo. Está rodeado por um círculo de fogo. A dança de Shiva é, portanto, um movimento que destrói para gerar o processo de criação. Inspirado nesta dança e em sua simbologia de transformação, foi elaborada a "Dança das Transformações", que possui três atributos essenciais do movimento: Unidade, Equilíbrio e Harmonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/biodance.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/biodance.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, os sagrados rituais de dança desapareceram do nosso mundo, e os poucos lugares onde ainda são praticados, têm acesso muito difícil. Mas ainda persiste no homem a necessidade de expressar suas emoções através dos movimentos e desta forma, a cada época, vemos predominar um estilo musical que traduz todo o sentimento daquela geração. A Biodança busca reacender assim, dentro de cada um, a chama sagrada da vida, resgatando, nas vivências de Danças Sagradas, o contato com as forças que regem o universo. &lt;br /&gt;biodanza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25907978-114479853030425416?l=bhrahmanismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/feeds/114479853030425416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25907978&amp;postID=114479853030425416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114479853030425416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25907978/posts/default/114479853030425416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bhrahmanismo.blogspot.com/2006/04/biodana.html' title='BIODANÇA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
